Tanlan lança o single “A Maior Aventura”

Em trabalhos anteriores, a Tanlan (conhece pouco a banda? Ouça essa entrevista muito legal aqui!) já havia dado prévia do que estava a caminho através de singles, mas pela primeira vez o single vem acompanhado de um clipe.

A Maior Aventura, o clipe, foi dirigido por Mateus Raugust e filmado no Jockey Club de Porto Alegre; A Maior Aventura, a canção, foi mixada e masterizada por Rodrigo Del Toro e nos remete à sonoridade que já conhecemos da banda, e o amor que já foi cantado como sendo o “mais louco do mundo”, agora é colocado como o desafio de “consertar antigos erros, aceitar os mesmos termos” e “dividir um pouco de mim com os outros, e multiplicar um pouco dos outros em mim.”.

De acordo com o vocalista Fábio Sampaio, a banda tem mais dois singles engatilhados, ambos acompanhados de clipes, e após isso eles iniciarão o processo de gravação do sucessor de Um Dia a Mais, ainda sem nome e previsão de lançamento.

A faixa estará disponível dentro de alguns dias em todas as plataformas online, e o clipe está abaixo! Curte aí, é um belo trabalho!

Fiquem na paz.

@marlosferreira

Oficina G3 lança clipe da música CONFIAR!

A produção foi dirigida por Hugo Pessoa, mesmo diretor do DVD Depois da Guerra.

E o disco Histórias e Bicicletas da banda Oficina G3 enfim ganha uma obra áudio-visual. O vídeo que foi gravado antes da saída do baterista Alexandre Aposan, conta a história de um mal que tem se tornado comum em nosso dias.

Com tiros, carro capotando, ação e drama, a obra é uma grata exceção a tudo que vem sendo produzido no gospel.

Acredito que se o mercado Gospel não levantasse tantos muros, esse clipe seria facilmente exibido em canais como o Multishow, Bis e MTV, pela qualidade de sua produção. Destaco o fato da música não ser proselitista, o que vai fazer com que esse clipe, pelo menos na internet, faça muito sucesso entre pessoas de todas as crenças.

Assista ao clipe abaixo.

Covers de “Músicas Seculares” feitos por “Bandas Cristãs”

Alguns restaurantes que frequento parecem que só possuem dois CDs: um do Emerson Nogueira e outro da Danni Carlos. Esses músicos são conhecidos por terem gravado alguns CDs de covers e eles até são legais, bons músicos;  mas não compraria seus discos (apesar de já ter presenteado alguém de amigo oculto com um álbum do Emerson).

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Emerson Nogueira e Danni Carlos, os Reis dos Covers.

Muitas “Bandas Cristãs” incluem em seus repertórios algumas músicas de “Bandas Seculares”. Essa diferenciação de “Música Cristã” x “Música Secular” é um assunto muito complicado e que infelizmente aqui no Brasil é um ponto de grande polêmica.

Mas não quero adentrar nesse embate, pois essa postagem é simplesmente para falar de algo que gosto muito: COVERS.
Quando um músico executa uma canção já consagrada (ou não) de outro artísta e cria uma nova “roupagem musical” para ela, acho isso fantástico.

Como não abrir um sorriso ao escutar a versão de “What A Wonderful World” cantada” pelo Joey Ramone de um dos maiores clássicos de Louis Armstrong.
Então, quero fazer uma lista de alguns covers feitos por “Bandas Cristãs” de “Músicas Seculares”: Continue Lendo…

Bandas que você precisa ouvir #2 – Mattina, Karmel e Banda Bistrô

Estamos de volta com a seção Bandas que você precisa ouvir. E hoje quem vai falar sobre as bandas, são as próprias bandas. Abaixo o release disponibilizado por cada banda.

 

E é de Mantena / MG que vem a primeira banda. Mattina!

Mattina_DaJanela_imprensa02A banda é formada por André Rigamonti (teclados), Bruno Magalhães (baixo), Douglas Rigamonti (voz), Matheus Soares (bateria) e William Ferreira (guitarra). Todas as músicas e letras do álbum “Da janela” são de Bruno Magalhães e os arranjos são feitos em conjunto.

Entre as varias influências da banda se destacam o som do Maglore, Transmissor, Palavrantiga, Brooke Fraser, Incubus, Jars of Clay, Third Day, Skank, Michael W. Smith, Resgate, Sixpence, Steven Curtis Chapman, e outras mais. A diferença de gostos e tendências musicais dos integrantes, que vai do hard rock do William até o pop do André, gera uma tensão criativa interessante que resulta na sonoridade da banda.

O álbum “Da janela” foi gravado no Studio RDO, em Barra de São Francisco – ES, por Júnior Diniz, em 2012 e finalizado no início de 2013. É o segundo álbum do grupo, que já havia lançado em 2011 o EP “Quando a noite se for”.

O Mattina é “manhã” em italiano. O nome se origina do Salmo 30:5b (O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã). É essa mensagem de alegria e esperança que a banda inspira as canções do grupo e os motiva a buscar viver o que cantam e cantar o que vivem.
Você pode ouvir e adquirir o álbum da banda através dos links abaixo:

Itunes – https://itunes.apple.com/br/album/da-janela/id624041552
Onerpm – https://onerpm.com/#/disco/album&album_number=490273354
Youtube – https://www.youtube.com/playlist?list=PL4-XfCaG69n6LhjFr57hscEhjkZG9nVH8
Facebook – http://www.facebook.com/mattinaoficial

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=LXE1e8P6OLQ&feature=share&list=PL4-XfCaG69n6LhjFr57hscEhjkZG9nVH8[/youtube]

 

Karmel

karmel

Mãos levantadas, pessoas cativas, muitos gritos eufóricos e suspiros. Esta nunca foi uma ambição ou ao menos, o esperado. Mas algo constante, desde as primeiras apresentações espontâneas da Karmel.

Desde sempre, podemos ver pessoas com gostos musicais, atividades, projetos e bandas diferentes, porém, foi naturalmente que acabamos nos deparando com músicos que mesmo com todas estas atividades, se destacavam por apenas duas coisas: o amor pela música e pela vida. As reuniões de amigos e participações em outras bandas, canções aparentemente cantadas ao vento, e muitas alegrias, trouxeram a tona este projeto.

A banda que leva o nome derivado do monte onde existiu um antigo altar e a contenda entre Elias e os profetas de Baal, ou a cidade na parte montanhosa de Judá, cujo nome do hebraico nos traduz “jardim divino”, tem apenas um único objetivo: expor através de sua música um desabafo e um alívio para as pessoas ao redor, continuando a cativar quem precisa ouvir.

Formada por Victor Matheus, Alison Motta, Lukão Ribeiro e Dudu Oliveira, a Karmel lançou no final de 2012 seu primeiro single “O Vento”, já com uma pequena repercussão nacional e internacional, e recentemente lançou o lyric vídeo do seu novo single “Deixe Voltar”. Atualmente a banda prepara-se para lançar seu primeiro álbum no segundo semestre de 2013.

www.karmel.com.br

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=nl7P2256mCw[/youtube]

 

Banda Bistrô

Formada por quatro integrantes, a banda Bistrô surgiu em um dia de descontração e divertimento entre amigos, descobriram um talento musical único. As junções do som do violão e de poemas de própria autoria trouxeram a inspiração para se aventurarem no mundo da música.

bistro

A banda produz sua música com a intenção de compartilhar sentimentos, e envolver quem as escuta.

Com muito trabalho e dedicação, a banda apresenta, seu primeiro projeto: Por Que Não? Que é a definição do desejo de se arriscar, sonhar e acreditar em você. O álbum que será lançado no final do mês de novembro é a síntese dos sentimentos vividos por seus integrantes, que transformados em música, demonstram seus desejos e anseios.

Acesse e curta o Facebook da banda Bistrô e baixe o cd da banda completo e sem restrições.

http://www.bandabistro.com.br/

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Zm4MZizy_pU[/youtube]

 

Então é isso. Essas bandas são novidades pra você, tanto quanto pra mim. rs. Ainda estou escutando bem e conhecendo. Mas é bem legal ver cristãos fazendo uma arte relevante, sem rotulos e pra quem quiser ouvir.

Se você tem uma banda e quer mostrar pra todos, entre em contato através do e-mail contato@www.underdot.com.br

Grande abraço.

@phields

Palavrantiga – Sobre o Mesmo Chão. Impressões

Quando conheci o Palavrantiga, em 2008, tentei incluir pelo menos uma música no repertório do grupo de Louvor do qual fazia parte. Mostrei as músicas do EP “Volume 1” para várias pessoas, sem sucesso, aparente pouca gente achava que aquelas músicas eram adequadas para louvor congregacional. Um tempo depois eu ouvi pela primeira vez a música “Casa” em uma igreja e imediatamente me senti aliviado por não ter tocado esta música, pois corria o risco de fazer o mesmo que eu estava vendo naquele momento: uma versão devidamente “domesticada”, com riffs e timbres amenizados, refrão repetido até virar mantra e coreografia conduzida pelo grupo de dança. Talvez por não cair nas repetições, nas versões de sucessos internacionais, na massagem do ego dos Cristãos, ou por ser contundente com a instituição na letra de “Deus, Onde Estás?”, esta banda meio mineira e meio capixaba soava um pouco deslocada, admito.

Música Cristã que soa melhor fora das igrejas, seja bem-vinda!

 

 

O esperado novo trabalho foi batizado “Sobre o Mesmo Chão” e já começa tratando dessa questão, a faixa título apresenta as melhores guitarras do CD e fala do muro que é colocado em torno das pessoas que estão sobre o mesmo chão, mas travam uma guerra. A guerra que separa quem está dentro dos muros, e que na verdade deveria estar justamente no território chamado de inimigo, levando esperança. A música “Sagrado” é um destaque, também questiona o que deve ser considerado santo, mas que por vezes se torna hilário, e trás os versos que não paro de cantarolar nessa última semana:

Ouça minha oração, que se fez cantiga
Canção pra acordar
Se Deus aceitar cantiga, minha oração
Deus não perderá jamais

 

O Palavrantiga mostra maturidade para fugir do óbvio, você vai precisar ouvir este CD várias vezes para entender algumas coisas, vai precisar absorver as ideias aos poucos, os refrões não são grudentos, os arranjos partem de riffs modernos como os do Muse até fraseados que lembram Beach Boys, algumas faixas usam um naipe de metais, e o violão que conduziu algumas músicas dos trabalhos anteriores, praticamente não aparece, mas nada fica deslocado, pelo contrário, é muito coeso e coerente.  A banda define a si mesmo como Banda Brasileira de Rock, e entrega o serviço em canções como “Meu Lar”, uma espécie de cruzamento entre Los Hermanos e a Jovem Guarda, e mais ainda em “Branca”, tanto pela letra quanto pelo contratempo típico de samba partido alto no refrão. Brasilidade sim, mas com rock.

Ainda que não seja dos mais pops, o CD soa extremamente bem, como também soavam os anteriores, altamente melódico e valorizando muito as letras. Palavras antigas e recentes vão se combinando, às vezes nos intrigando e mesmo dizendo que de tudo quanto eu tenho para dizer, eu digo muito pouco com as palavras (na música “Boa Nova”), Marcos Almeida tem sim muito a dizer, e arrisco que Esperança seja um de seus temas favoritos. Esperança de que Deus ouvirá sua canção, como em “De Manhã”, esperança de que exista a inocência e de que a chuva caia doce, como em “Minha Menina”, esperança por um lar que já está pronto, mas não agora, como em “Meu Lar”.

Uma das melhores músicas do CD Esperar é Caminhar, “Rookmaker” reaparece com arranjo levemente mais cru, como se tivesse sido captada ao vivo, e com todas as suas referências musicais, literárias e filosóficas.

Outro momento que merece ser ouvido com atenção é “Antes do Final”, pela suavidade dos vocais, pelo clima de fim de festa, por conter Rock e Carnaval logo na primeira estrofe e por lembrar que antes de qualquer coisa, peça perdão.

A banda recupera o fôlego e termina com o melhor refrão do álbum, em “Partiu”

Partiu, foi embora
Sem mais desculpas
Se libertou
E partiu, foi pra rua
Sem mais desculpas
Um mundo inteiro ouviu você
Tão perto, um amor sincero

 

Tão logo o trabalho foi disponibilizado, já entrou para a lista dos mais vendidos online, somente atrás de estrelas da MPB como Roberto Carlos e Maria Rita, e à frente de um monte de sertanejos que eu me orgulho em não conhecer. Se em 2008 foi difícil enquadrar o som do Palavrantiga na igreja, hoje definitivamente não é mais o caso, com um trabalho consistente, reconhecido, distribuído pela Som Livre e não dependendo do carimbo de Gospel para sobrevier. A Arte agradece.

Fiquem na Paz.

@marlosferreira

TANLAN – Um Dia a Mais. Impressões

Gosto de CDs e tenho muitos, obviamente que não tenho em CD tudo que está em meu computador, mas certas coisas eu continuo fazendo questão de comprar, principalmente bandas independentes, e esta semana eu recebi o novo da Tanlan. “Um Dia A Mais” é o segundo trabalho desta banda gaúcha que é uma das mais importantes do que alguns chamam de “pós-gospel”, em relação ao primeiro CD (Tudo Que Eu Queria) a diferença da produção é bem considerável, o som está mais limpo, mais pesado e com mais pressão, pontos para o profissionalismo da banda, que produziu os dois álbuns e também para o trabalho de masterização de Ryan Smith (Bon Jovi, Creed, Beyonce).

A sonoridade mostra uma evolução, mesmo que o som continue sendo um pop-rock altamente melódico, os arranjos estão melhor resolvidos neste novo trabalho, são 10 faixas inéditas (as músicas “De Onde Vem” e “Fingir” já haviam sido lançadas em um EP), e as letras falam da fé dos integrantes da banda de uma maneira mais clara.

A primeira faixa é “Louco Amor”, com levada lembrando Kings of Leon, refrão grudento e letra sobre um Amor Soberano:

O amor mais louco do mundo

Dá atenção a quem não presta

Sorri pra quem a maioria detesta

Perdoa quando nada mais resta

O amor mais louco do mundo

 

Os riffs enxutos de guitarra seguem nas músicas “Meu Nome, Meu Sangue” e “Um Dia a Mais”, sendo que nesta primeira a letra fala do sacrifício de Cristo:

Fui traído, humilhado, desprezado demais

Perseguido fui ferido, tudo por você

E cada prego que perfura a minha mão

É uma gota do meu sangue que vai te trazer

 

A influência do britpop aparece na bela “A Música Acabou”, guitarras mais destacadas em “Hermético” e “Meu Defeito”, essa com ótima letra também:

Não existe nada que eu precise mais que você

Eu sei agora

Tudo o que foi feito, o meu defeito foi não querer

Mudar a história

Vem me ensinar a respirar o novo e viver

É hora de recomeçar

 

O disco mantém o nível com mais uma bela música, “Sobre o Amor” e com as variações do baixista Tiago Garros em “Quero Viver”. Mas os caras não são bobos e guardaram seu trunfo para o final com a belíssima faixa “Vaidade”, com arranjo mais acústico, vocalizes, e a especialíssima participação de Marcos Almeida, do Palavrantiga:

Sou a criança que chorou logo ao nascer,

O velho homem que morreu sem perceber

Eu sou o pó que se levanta de manhã e à noite se foi

Sou a vontade incontrolável de chorar,

A liberdade indesejável de errar…

… mas a vida ainda vale a pena…

 

A Tanlan vai se firmando neste caminho meio ingrato que é fazer música Cristã sem a apelação comercial fácil que é o gospel no Brasil, se apresenta em eventos ao lado de medalhões do gospel, mas também em locais “seculares”, ao mesmo tempo (infelizmente) é difícil imaginar estas músicas sendo executadas nas igrejas, por estes inúmeros “Ministérios de Louvor” que gostam de eleger fórmulas e repeti-las à exaustão.

O último recado da banda no encarte do CD é: escute este disco com fones de ouvido.

Acho que esta recomendação só vale se você estiver em um ônibus, afinal gosto é algo pessoal e ninguém merece ser importunado pelo gosto alheio, mas se você estiver em casa ou no carro, ouça alto!

Fiquem na Paz.

 

@marlosferreira