Oficina G3 lança clipe da música CONFIAR!

A produção foi dirigida por Hugo Pessoa, mesmo diretor do DVD Depois da Guerra.

E o disco Histórias e Bicicletas da banda Oficina G3 enfim ganha uma obra áudio-visual. O vídeo que foi gravado antes da saída do baterista Alexandre Aposan, conta a história de um mal que tem se tornado comum em nosso dias.

Com tiros, carro capotando, ação e drama, a obra é uma grata exceção a tudo que vem sendo produzido no gospel.

Acredito que se o mercado Gospel não levantasse tantos muros, esse clipe seria facilmente exibido em canais como o Multishow, Bis e MTV, pela qualidade de sua produção. Destaco o fato da música não ser proselitista, o que vai fazer com que esse clipe, pelo menos na internet, faça muito sucesso entre pessoas de todas as crenças.

Assista ao clipe abaixo.

Oficina G3 – Pra frente é que se pedala!

Entre o final dos anos 90 e início dos anos 2000 eu fui a muitos shows do Oficina G3 em Curitiba, assisti ao Acústico e a vários “elétricos”, era uma fase muito boa da banda, de grande popularidade, mas também com muita gente que torcia o nariz para o então novo vocalista, o PG, e para a sonoridade mais pop de CDs como o “O Tempo”. É difícil analisar um trabalho do Oficina G3 sem considerar as fases, as mudanças de formação e sonoridade, por isso este texto não tem a pretensão de fazer uma análise completa da carreira desta banda, vamos nos concentrar no período mais recente e falar do CD “Histórias e Bicicletas – Reflexões, Encontros e Esperanças”.

Ao contrário de vários outros artistas sobre os quais já falamos aqui no UnderDot, o Oficina ainda permanece fortemente vinculado ao mercado Gospel (entenda isso como quiser), lançando seus trabalhos pela gravadora MK e participando de eventos como o Festival Promessas. Desta forma não espere encontrar questionamentos ou críticas ao sistema religioso, o som é pesado, mas não há contundência no conteúdo. O Oficina G3 é a maior banda de rock Gospel do Brasil, e isso pode ter diferentes leituras.Oficina_G3_-_Histórias_e_Bicicletas_(Reflexões,_Encontros_e_Esperança)

 

Gravado no estúdio RAK, em Londres, logo de cara você percebe que eles seguem no caminho do metal progressivo, pelo isso fica claro para mim. Como o metal tem inúmeros rótulos e subdivisões, alguém pode ter uma definição mais precisa, ou o mais fácil seria fazer como a Globo nos anos 80, que pegou metal, hard rock e punk rock, colocou tudo num saco só e chamou de “rock pauleira” (sic). Tecnicamente eles continuam ótimos, sempre foram reconhecidos por isso e melhoram a cada trabalho, o vocalista Mauro Henrique está achando a sua própria voz dentro do som e está gritando menos, embora ainda lembre o PG em certas passagens.

O trabalho abre com a faixa “Diz”, cujo riff lembra Queens Of The Stone Age, mas obviamente mais pesada e com mais efeitos e com Alexandre Aposan desfilando técnica, velocidade e pedais duplos à vontade

A música “Água Viva” segue com guitarras vigorosas e finaliza com um belo solo de piano. O peso alivia um pouco na faixa “Encontro”, com vocais melódicos, um belo texto declamado por Roberto Diamanso, além de passagens que indicam um pouco do drama vivido por Mauro, com o falecimento recente de sua esposa:

E se você partir, leve um pouco de mim

E plante em seu jardim

Pois o que me deixou

Me transformou e nos aproximou.

 

Como o próprio nome do disco adianta, outras reflexões vão surgindo no decorrer do CD, a música “Confiar” é a primeira faixa de trabalho e também trás trechos mais intimistas:

Se minha mente me atormenta com a dor,

Lembro das palavras que me deixou

O brilho da tua luz, sinto o teu calor

O teu conforto me alcançou

Vou confiar… e me entregar…

A cada dia basta o seu próprio mal

Quero só descansar.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=X5fhXHxW1Es[/youtube]

Na sequência temos “Não Ser” e “Compartilhar”, ambas com ótimos riffs e sonoridade densa, mas nada perto das passagens de trash metal e vocais guturais do CD Depois da Guerra. A primeira tem guitarras soando bem atuais e ótimo refrão (e, ok, tem uns gritos no final também…), e a segunda é mais melódica, começa com um discurso de cunho social sobre desigualdade, mas depois volta a abordar o sentimento de perda:

No quinto andar é a dor e o choro

Que anunciam uma nova vida

No sexto andar há outra dor e choro

Lamento de uma despedida.

 

A faixa “Descanso” os violões são o destaque, e é a melhor balada do CD, tem muito potencial para ser hit mas não consegue (provavelmente nem pretende) escapar de uma certa melancolia na letra, falando sobre dor, falhas e a busca do descanso. É também o melhor momento do Mauro no CD.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=I_n4nJguSo0[/youtube]

A versão da música “Aos Pés da Cruz”, do Kleber Lucas ficou surpreendentemente boa, tem um toque de Coldplay nos teclados, um dos melhores solos de guitarra do CD, e termina com um belo fraseado de contrabaixo. É fácil imaginar essa verão sendo tocada pelas igreja Brasil afora. Pessoalmente eu não gosto de muitas músicas do Kleber Lucas, mas a escolha por esta foi acertada.

Nas faixas “Sou Eu” e “Lágrimas” nada muito memorável, apenas as boas variações instrumentais desta (longa) última, com espaço para todos os instrumentistas mostrarem seu talento. O CD finaliza com mais uma versão, desta vez de Michael W. Smith, mais ao contrário das (desnecessárias) 3 faixas em inglês do trabalho anterior, a música “Save Me From Myself” até que encaixa bem,  não soa deslocada e fecha o disco aliviando o peso mas mantendo um pouco da melancolia.

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Em relação ao trabalho anterior, o Depois da Guerra, o novo CD está menos agressivo, mais compacto (apenas 11 faixas), mais regular, o Mauro parece estar mais confortável, Junhinho Afram está mais concentrado em riffs, timbres e texturas diferentes do que em solos, o resto da banda esbanja competência e inspiração.

O balanço final é um disco com bem mais altos do que baixos, que pode manter a nova geração de fãs e até recuperar parte dos antigos, mas o importante é a sequência do trabalho mesmo com turbulências pessoais rondando os integrantes. O Oficina G3 segue inquieto, sempre buscando novas sonoridades, nem sempre acertando, mas sempre pedalando. Pra frente.

Fiquem na paz.

@marlosferreira 

Notas Musicais – Paramore, Skillet e Oficina G3

Paramore-Still-Into-YouQuatro anos depois de lançar o excelente “Brand New Eyes” e a rancorosa separação de Jeremy, Taylor e Hayley dos irmãos Jash e Zac Farro, o Paramore enfim lança seu 4º álbum de inéditas.

E pra começar bem o álbum divide opiniões. A banda resolveu sair da zona de conforto e foi brincar um pouco com o EletroRock flertando fortemente com a música pop. O segundo single do disco (o primeiro foi “Now” lançado em janeiro), “Still Into You”, causa arrepios nos fãs que não aceitaram bem as mudanças. A música feita por Hayley para seu namorado, é uma “melação de cueca” sem tamanho e acaba de ganhar um clipe coloridíssimo. Mas Hayley com todo seu carisma, sua beleza e talento faz você gostar da canção de uma forma que não tem nem explicação.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OblL026SvD4[/youtube]

O disco abusa dos sintetizadores. Outro ponto bem interessante é o baixo bem presente de Jeremy, que parece ter plugado seu instrumento nos equipamento de Christopher Wolstenholme baixista do MUSE e copiado toda sua configuração e suas nuances.

Hayley amadureceu como vocalista. Soube explorar sua potencia vocal com muita técnica. Em algumas músicas é fácil perceber uma influência Jazzística em seu desempenho. Interpretações mais intimistas dão um toque mais adulto em outras músicas e isso eu gostei também. Poucas canções lembram o que o Paramore fez em seus álbuns anteriores. A de se destacar a faixa 7, intitulada de “Part II” que é uma sequencia de “Let The Flames Begin” do álbum RIOT.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=0Qh8TUNJcvg[/youtube]

 

Enfim, das 17 faixas apresentadas, pouco se viu do Paramore que realmente conhecemos. O meu destaque vai para a empolgante “Ain’t It Fun”, que tem a brilhante participação de um coral Black e uma pegada meio “anos 80 moderno”.

O Paramore que não é mais tão rock assim, não está tão pop quanto “Still into you” fez parecer. Mas Hayley continua encantado, os arranjos estão muito bem feitos e as letras continuam na mesma pegada de cantar os conflitos da vida (deles, pelo menos). Agradou uns e enfureceu outros. Mas eu admito que valorizo muito quem resolve sair da zona de conforto e arriscar. Mesmo que erre (o que não foi o caso) é de se admirar.

Temos um novo Paramore. E eu gostei disso!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=unuZRmIsQPA[/youtube]

 

Skillet
E parece que o EletroRock entrou de vez no gosto das bandas. Tudo bem que a prévia me assustou mais do que realmente ficou a música em si,  mas já sabemos o que esperar do disco novo do Skillet. O novo single, “Sick of it” ganhou um clipe com imagens enviadas pelos fãs. A música faz parte do álbum RISE que tem previsão de lançamento para o final de Junho e já pode ser baixada pelo Itunes.

[youtube]http://youtu.be/SIDHFNu54RI[/youtube]

 

Oficina G3
563113_537079019668172_814796877_nA banda começou ontem (12/04) a sua nova turnê do disco “Histórias e Bicicletas”. O álbum que já está em pré-vendo no site da MK, era muito aguardado pelos fãs, já que faz um bom tempo que a banda paulista não lança nada novo.

Os motivos para essa demora são variados. A banda lançou um DVD ao vivo, venceu um Grammy, teve a efetivação de Aposan na bateria, além de Mauro Henrique, vocalista, perder sua esposa por causa de um câncer.

A banda divulgou também o titulo das faixas do disco: ENCONTRO, CONFIAR, NÃO SER, DIZ, AGUA VIVA, COMPARTILHAR, DESCANSO, SOU EU, LAGRIMAS, AOS PES DA CRUZ e um BÔNUS…

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Gb1ZrJVEi4M[/youtube]

 

Até a próxima.

@Phields