Doida lagrima doída

Humberto-Gessinger-Nas-Entrelinhas-do-Horizonte-capa-em-altaEle estendeu a mão de forma insuficiente. Uma isca. Para me obrigar a virar a cabeça. Queria cruzar olhares. Eu nem teria notado, não fosse o sino das chaves batendo uma na outra. Meu olhar saiu do painel do carro, onde eu procurava uma rádio em que não estivessem dizendo bobagens. Do painel para as chaves, das chaves para os olhos dele, quase invisíveis sob a sombra do boné.

O tanque estava cheio, o troco estava certo. Não era isso que ele queria dizer. Queria dizer que era meu fã. E que agora não era mais. Havia se convertido: Só ouvia musica religiosa. Fiquei feliz. Só não pedi desculpas pelo tempo que ele perdera com minha música, porque soava deslocada minha felicidade. Eu perdera um fã, ele ganhara um sentido para a vida. Porque então, eu estava alegre e ele parecia triste, constrangido?

Fiquei constrangido por ele estar constrangido. Seria contagioso? E se a corrente de constrangimento saísse do carro, jorrasse da bomba de gasolina e contaminasse todo o posto, a loja de conveniência, os prédios ao lado? Constrangeria o mundo inteiro?

Uma buzina trouxe minha mente de volta ao triste rosto no posto. Tentei animá-lo. Falei que trocaria de lugar com ele, na boa, pois deve ser bom ter as respostas definitivas por espírito e um emprego fixo pro corpo. Foi como se eu não tivesse dito nada. Ele já não me ouvia.

Voltei pra abastecer outras vezes. Nunca mais o encontrei.

 

Trecho do livro Nas Entrelinhas do Horizonte de Humberto Gessinger, vocalista da banda Engenheiros do Hawaii.

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=FFvqY4Mtd_Y[/youtube]

Projetos de Bride e Carman no Kickstarter

Dois grandes nomes da música cristã mundial estão com projetos no Kickstarter para seus novos trabalhos.

Incorruptible

Bride já teve um disco produzido graças a ajuda dos fãs uns anos atrás. Agora esse tipo de projeto está mais comum do que nunca, principalmente para projetos tecnológicos, mas muitos musicais também. A banda já vem ensaiando há algum tempo no estúdio caseiro dos Thompson. O projeto do Bride é bem simples, ajudando com 25 dólares, tu já ganha o CD (mais 5 dólares para o frete para fora dos EUA), ajudando com 50 dólares além do CD, ganha uma camiseta do Bride (10 dólares para o frete internacional).

Objetivo do Bride é conseguir 3 mil dólares, já conseguiram 1800 dólares

Aqui vai o link para o Kickstarter do Bride: http://www.kickstarter.com/projects/1812906513/the-christian-rock-band-bride-is-recording-their-n

 

Game Changer

Carman anunciou meses atrás que está com um câncer muito agressivo e que os médicos deram expectativa de vida de no máximo 3 anos. Normalmente, a pessoa entraria em depressão com uma notícia dessas, mas Carman motivou-se a gravar um novo disco e está com um projeto mais ambicioso no Kickstarter. Carman sempre teve shows e vídeos cheio de efeitos e produção, logo, quer fazer algo grandioso, talvez também como uma forma de despedida.

Saõ 14 formas de participação, de 1 dólar até 10 mil dólares. A mais simples, tu recebe o vídeo e a música antes do lançamento, a mais cara a igreja do baker recebe a visita do Carman, além de todos os itens (CD, camiseta, jaqueta, DVD, área VIP em show, etc). Ele já arrecadou 180 mil dos 200 mil dólares do objetivo.

Aqui o link pro Kickstarter do Carman: http://www.kickstarter.com/projects/886460906/new-carman-album-and-music-video

Quero falar de rock: sobre o ombro de gigantes (II)

Continuando a série Quero falar de Rock! Dessa vez ainda não chegaremos ao rock, mas vamos avançar um pouco no tempo. No primeiro post, vimos um pouco de dois ícones antagônicos do blues. Robert Johnson como o homem que vendeu a alma ao diabo. E um pouco da fé do Blind Willie Johnson. Estes tocavam um blues rural, pouco similar ao que temos hoje, mas que influenciaram grandemente o rock’n’roll!

Agora vamos falar um pouco do blues mais marcante. As vezes pensamos que a música que ouvimos é algo extremamente novo, mas quando buscamos na história vemos que tudo não passa de releituras das coisas que ouvimos no passado. Assim é o rock e qualquer outro estilo musical.

Continue Lendo…

Por que ainda compro CDs?

Antes de qualquer coisa, preciso admitir que sou um pouco saudosista.

Vivo cercado por tecnologia, mas não me apego à ela, e tenho até um certo orgulho da estranheza que vejo na cara dos meus amigos quando conto que nunca tive um vídeo game na minha vida. Tenho paixão por coisas de uma época que nem vivi, como carros dos anos 60 por exemplo, mas também mantenho vínculos com coisas de uma época que vivi muito bem, talvez seja por isso que eu continuo insistindo em comprar CDs.

Aprendi a gostar de música e formei meu gosto musical em um período onde a música estava fortemente ligada a seu suporte físico, por isso as fitas K7, os discos de vinil e principalmente os CDs foram muito importantes para mim, lembro perfeitamente do primeiro CD que comprei (o V, da Legião Urbana) e também lembro do dia em que comprei o OK Computer, do Radiohead, e ouvi aquele CD de ponta a ponta 7 vezes, apenas no dia em o comprei.

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No entanto, este texto não é exatamente sobre saudosismo, mas sim sobre o efeito que a perda do valor da música está causando em sua qualidade.

Eu viajo com frequência para o interior do Paraná, especialmente para a região de Londrina, onde o sertanejo universitário é uma febre.  É muito comum os promotores das festas usarem CDs dos artistas no lugar de panfletos, é fato que as vendas de CDs estão em queda franca, e somente os grandes medalhões da música mundial alcançam números mais expressivos, mas usar um CD como material promocional distribuído em semáforos é um indicativo importante.

Um artista não precisa mais caprichar na gravação de um CD para a partir daí trabalhar para conquistar seu mercado, um web-hit já é suficiente para começar a ganhar fama e a fazer shows. Isso tem um aspecto muito positivo que é o fato de que os executivos das gravadoras não decidem mais o que toca ou o que não toca, por outro lado, a ausência do “filtro” que as gravadoras fazem tem produzido um fenômeno inverso, os hits saem da web, alcançam o público e após isso as gravadoras vão atrás. A questão é a qualidade do que tem surgido deste movimento, obviamente tem muita coisa legal, mas é quase um consenso geral de que o nível geral da música popular anda caindo geração após geração.

Os artistas atuais não cansam de repetir que a principal fonte de renda atualmente são os shows. Os shows são legais, é claro, mas um artista não precisa criar muita coisa para sair em turnê, não precisa inovar, existem inúmeros artistas se sustentando há muitos anos com base em meia dúzia de sucessos feitos no passado. O foco dos artistas passou para a criação do próximo hit, basta uma ideia e um clip no YouTube e pronto, seguem as turnês. Trabalhar em cima de um disco ou elaborar um conceito se tornou algo que os artistas populares simplesmente não podem ser dar ao luxo de fazer.

O fato do trabalho de estúdio ser uma etapa intermediária, e o lançamento de um CD não ser mais a “cereja do bolo” de uma carreira tem alguma influência na queda da qualidade da música atual? Acredito que sim. Porém não vou bancar o advogado do diabo e defender as gravadoras, este é um caminho sem volta e o mercado já está adaptado à nova realidade.  A questão aqui é mais simples: por que eu ainda compro CDs?

Gostaria de ter muito mais CDs do que tenho, e é claro que baixo muita coisa da internet, mas continuo comprando CDs até hoje, principalmente de bandas independentes. Compro CDs de grandes artistas também, gosto de edições especiais e ainda pretendo começar uma coleção de discos de vinil, mas por quê?

colecao cds

Além da óbvia questão do apoio aos artistas independentes, quando eu tenho um CD em mãos eu ouço (ou pelo menos tento, na medida em que tenho tempo) com mais atenção, gosto de sentar e degustar o CD, parar o que estiver fazendo e somente ouvir, permitindo-me apenas ler o encarte enquanto ouço. Tem um sabor diferente para mim, me lembra do tempo em que eu tinha que pensar bem a cada CD que eu iria comprar, uma vez que a grana era sempre curta e o CD que eu decidisse comprar seria o que eu teria de novo para ouvir durante todo o próximo mês. Hoje em dia a cada sincronização que faço em meu iPod, as músicas são acrescentadas às dezenas, até centenas, e boa parte delas eu ainda nem ouvi… Era melhor então ouvir poucas músicas diferentes, do que ouvir qualquer uma que eu queira? É claro que não, mas o valor que eu sentia em cada uma delas era diferente, este é o ponto.

 

Existem estatísticas de vários sites de streaming indicando que as pessoas estão perdendo o interesse em ouvir CDs inteiros, o número de cliques vai diminuindo a cada faixa, e poucos chegam às últimas. Seja um meio ou um fim, espero que a época dos grandes álbuns retorne, CDs que a gente ouve até o fim, e até decorar a ordem das músicas, CDs cujas capas se tornem referências, CDs bons o suficiente para justificar o que para muitos é injustificável: que você o compre.

 

Fiquem na paz.

 

@marlosferreira

God is dead?

Black Sabbath lança nova música “God is dead?” com letra bastante interessante! Apesar de o titulo ser uma das afirmações mais chocantes da filosofia dos últimos séculos. A banda lança um questionamento sobre ela. Apesar de toda a maldade humana, ele está morto?

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=wVfUimq2KeI[/youtube]

 

Ozzy fala da inspiração para “God Is Dead?

O público ainda está se familiarizando com “God Is Dead?”, faixa épica que acabou de ser lançada pelo BLACK SABBATH como o primeiro single do seu tão aguardado álbum “13”. Ozzy Osbourne tirou um tempo na Austrália, onde a banda se prepara para a turnê, e falou com Zane Lowe da BBC, sobre o novo álbum do grupo, e ele também falou a inspiração para o novo single.

“Cheguei a este título enquanto estava no escritório de alguém e havia uma revista na mesa que dizia, ‘Deus está morto’, e de repente eu pensei a respeito do 11 de setembro (atentado terrorista ocorrido nos EUA em 2001) e todas estas coisas sobre terroristas e religião e quantas pessoas morreram em nome da religião”, explicou Ozzy. “Quando você pensa sobre a tragédia que aconteceu naquela época, foi exatamente o que veio em minha mente. Você acha que agora o seu Deus parou de deixar as pessoas morrerem em nome dele, então eu comecei a refletir no que as pessoas devem estar pensando: ‘Onde está Deus? Deus está morto’ e ele só me castiga”.

Enquanto uma simples visão no título da canção possa causar um pouco de entusiasmo, é importante notar que há um ponto de interrogação no final. Osbourne aponta que a afirmação é mais uma discussão com um raio de esperança. Ele disse a Lowe, “No final das contas, ainda há um pouco de esperança, porque nesta parte eu canto que eu não acredito que Deus esteja morto. É apenas uma questão de quando você vê tantas pessoas terríveis matando umas as outras com bombas, como aquilo que aconteceu com o World Trade Center”.
Fonte: Black Sabbath: Ozzy fala da inspiração para “God Is Dead?”

Se Deus gostasse só de música gospel, dava talento só para os cristãos

crianca-musica

Nem minhas melhores piadas, nem as charges mais polêmicas, nem meus textos mais sérios foram tão compartilhados, comentados, retwittados pelos terrákios e habitantes de todo universo e adjacências. Gosto disso! Meu ministério é fazer os outros pensarem.

Uns acharam o máximo e outros desempoeiraram suas bíblias pra achar um texto que revertesse a intenção da frase. Logo vieram as ilustrações:

– “Já pensou nos anjos cantando Camaro Amarelo?”
– “O mundo jaz no maligno.”
– “Cuidado com a heresia…”

Uma das maiores raivas de certos evangélicos é que Deus trata todos igualmente. Meus “primos” presbiterianos dão cambalhotas lembrando com alegria o que Calvino chamava de Graça comum. Isso mesmo! Deus dá o mesmo sol para todos. Libera oxigênio igualmente, mesmo que os narigudos queiram consumir mais que os outros. E talento também.

Deus deu talento para Djavan da mesma forma que deu para Sérgio Pimenta. Deus deu talento para Latino da mesma forma que deu para… Ah, deixa pra lá. Deus é tão bom que, até para quem não deu talento, deu oportunidade de mostrar suas criações artísticas.

Mas nós evangélicos confundimos tudo. Achamos que se alguém não adora a Deus não tem talento, ou mesmo que tenha, o talento dela não deve ser “consumido” por nós crentes.

Mas isso só vale na música e na dança. Se for literatura, poesia, fotografia, cinema, arquitetura, etc., a galera não pega muito no pé:

– “Oscar Niemeyer , ah esse foi um gênio!”
– “Drumond? Maravilhoso!”
– “Fernanda Montenegro? A Diva do Brasil!”
– “Fred Mercury? Um gay dos demônios!”

Já pensaram que quando é em relação à música é batata? Muitos pensam que só é bom o louvor e a adoração e quem o faz. Aí temos as distorções.

O cara faz qualquer tipo de letra, acaba com o dicionário de acordes, ousa no máximo rimar amor com dor, mas é evangélico: pronto! É praticamente canonizado em cima dos seus milhares de CDs vendidos.

CONFUSÕES

Adoração não é música. Assim como adorador não é quem canta. Louvor não é música. Assim como quem louva não é quem canta. Adoração e louvor são intenções de um coração rendido.

Vamos ilustrar para não ficar tão confuso. Quando a viuvinha da bíblia deu todos os seus trocados, a adoração não foram as moedas (Lucas 21:2). O que valia era o coração. Quando a ex-Garota de Programa de Lucas 7 derramou o perfume aos pés de Jesus, ele pouco ligou para como o perfume foi comprado pela mulher. Ele se importou com o coração.

Adoração não é moeda. Não é perfume. É coração. Então não se pode dizer que música é adoração.

DISTORÇÕES

Se nós passamos a achar que a música evangélica é a única que Deus gosta e por consequência a única que devemos gostar, então devemos levar isso para todas as áreas da nossa vida.

Se você acha que só o talento do seu irmão é válido, então passe a consumir somente livros cristãos, filmes cristãos, ande só com roupas desenhadas e costuradas por cristãos, ande somente em carros fabricados por cristãos e vibre só com gols feitos por atletas cristãos, num gramado regado por cristãos, num estádio projetado e construído somente por cristãos. Lembrando a mesma regra que você criou para a música, se você consumir alguma arte ou coisa que não seja de origem cristã estará pecando.

 

QUAL TIPO DE MÚSICA QUE DEUS GOSTA?

É meio difícil definir o que Deus gosta não é mesmo? A não ser que tentemos refletir Nele algo que nós gostamos. Por isso existem tantos pastores, líderes e cristãos comuns contestando vários estilos musicais (e em 100% dos casos são os mesmos estilos que eles não gostam).

Podemos observar uma coisa sobre o caráter de Deus. Ele gosta de coisas boas, criativas e perfeitas. Foi assim quando ele terminou sua obra na criação da Terra dizendo: Ficou muito bom! Foi assim quando ele aprovou o sacrifício de Abel porque tudo dele era de primeira.

Posso pensar então que quando uma música é bem construída, tem excelência em sua abordagem, tem melodia e harmonia sensacionais e um conteúdo perfeitamente elaborado, Ele deve gostar.

A frase que gerou tantos comentários era subliminarmente para isto: Nós como cristãos não podemos achar que qualquer coisa que criamos vá fazer com que Deus se agrade pelo único falto de levar o rótulo gospel, ou cristão, ou evangélico. Nem podemos achar que qualquer coisa criada fora do nosso gueto é desprezível e não presta.

Usemos nosso talento para produzir coisas grandiosas. Abra mão dos rótulos, deixe que sua arte defenda sua criação. E pare chamar música de adoração! Música é só música!
Ruben Mukama (Um cara que ouve de tudo e que retém só o que é bom!)

Site: http://www.rubenmukama.com/

Texto originalmente publicado em Portal Conectar.

Bandas que você precisa ouvir #2 – Mattina, Karmel e Banda Bistrô

Estamos de volta com a seção Bandas que você precisa ouvir. E hoje quem vai falar sobre as bandas, são as próprias bandas. Abaixo o release disponibilizado por cada banda.

 

E é de Mantena / MG que vem a primeira banda. Mattina!

Mattina_DaJanela_imprensa02A banda é formada por André Rigamonti (teclados), Bruno Magalhães (baixo), Douglas Rigamonti (voz), Matheus Soares (bateria) e William Ferreira (guitarra). Todas as músicas e letras do álbum “Da janela” são de Bruno Magalhães e os arranjos são feitos em conjunto.

Entre as varias influências da banda se destacam o som do Maglore, Transmissor, Palavrantiga, Brooke Fraser, Incubus, Jars of Clay, Third Day, Skank, Michael W. Smith, Resgate, Sixpence, Steven Curtis Chapman, e outras mais. A diferença de gostos e tendências musicais dos integrantes, que vai do hard rock do William até o pop do André, gera uma tensão criativa interessante que resulta na sonoridade da banda.

O álbum “Da janela” foi gravado no Studio RDO, em Barra de São Francisco – ES, por Júnior Diniz, em 2012 e finalizado no início de 2013. É o segundo álbum do grupo, que já havia lançado em 2011 o EP “Quando a noite se for”.

O Mattina é “manhã” em italiano. O nome se origina do Salmo 30:5b (O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã). É essa mensagem de alegria e esperança que a banda inspira as canções do grupo e os motiva a buscar viver o que cantam e cantar o que vivem.
Você pode ouvir e adquirir o álbum da banda através dos links abaixo:

Itunes – https://itunes.apple.com/br/album/da-janela/id624041552
Onerpm – https://onerpm.com/#/disco/album&album_number=490273354
Youtube – https://www.youtube.com/playlist?list=PL4-XfCaG69n6LhjFr57hscEhjkZG9nVH8
Facebook – http://www.facebook.com/mattinaoficial

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=LXE1e8P6OLQ&feature=share&list=PL4-XfCaG69n6LhjFr57hscEhjkZG9nVH8[/youtube]

 

Karmel

karmel

Mãos levantadas, pessoas cativas, muitos gritos eufóricos e suspiros. Esta nunca foi uma ambição ou ao menos, o esperado. Mas algo constante, desde as primeiras apresentações espontâneas da Karmel.

Desde sempre, podemos ver pessoas com gostos musicais, atividades, projetos e bandas diferentes, porém, foi naturalmente que acabamos nos deparando com músicos que mesmo com todas estas atividades, se destacavam por apenas duas coisas: o amor pela música e pela vida. As reuniões de amigos e participações em outras bandas, canções aparentemente cantadas ao vento, e muitas alegrias, trouxeram a tona este projeto.

A banda que leva o nome derivado do monte onde existiu um antigo altar e a contenda entre Elias e os profetas de Baal, ou a cidade na parte montanhosa de Judá, cujo nome do hebraico nos traduz “jardim divino”, tem apenas um único objetivo: expor através de sua música um desabafo e um alívio para as pessoas ao redor, continuando a cativar quem precisa ouvir.

Formada por Victor Matheus, Alison Motta, Lukão Ribeiro e Dudu Oliveira, a Karmel lançou no final de 2012 seu primeiro single “O Vento”, já com uma pequena repercussão nacional e internacional, e recentemente lançou o lyric vídeo do seu novo single “Deixe Voltar”. Atualmente a banda prepara-se para lançar seu primeiro álbum no segundo semestre de 2013.

www.karmel.com.br

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=nl7P2256mCw[/youtube]

 

Banda Bistrô

Formada por quatro integrantes, a banda Bistrô surgiu em um dia de descontração e divertimento entre amigos, descobriram um talento musical único. As junções do som do violão e de poemas de própria autoria trouxeram a inspiração para se aventurarem no mundo da música.

bistro

A banda produz sua música com a intenção de compartilhar sentimentos, e envolver quem as escuta.

Com muito trabalho e dedicação, a banda apresenta, seu primeiro projeto: Por Que Não? Que é a definição do desejo de se arriscar, sonhar e acreditar em você. O álbum que será lançado no final do mês de novembro é a síntese dos sentimentos vividos por seus integrantes, que transformados em música, demonstram seus desejos e anseios.

Acesse e curta o Facebook da banda Bistrô e baixe o cd da banda completo e sem restrições.

http://www.bandabistro.com.br/

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Zm4MZizy_pU[/youtube]

 

Então é isso. Essas bandas são novidades pra você, tanto quanto pra mim. rs. Ainda estou escutando bem e conhecendo. Mas é bem legal ver cristãos fazendo uma arte relevante, sem rotulos e pra quem quiser ouvir.

Se você tem uma banda e quer mostrar pra todos, entre em contato através do e-mail contato@www.underdot.com.br

Grande abraço.

@phields

As várias faces de Lorena Chaves

Recebi do meu amigo @phields a incumbência de fazer uma resenha do CD de estreia da Lorena Chaves, batizado com o nome da cantora, e após ouvir várias vezes com muita atenção e começar a fazer algumas observações sobre cada música, na hora de organizar esse texto eu travei logo de cara: como apresentar a Lorena? O que dizer? Sorte minha (e de vocês também) é que temos esta ótima entrevista aqui, onde ela fala por si mesmo, assim podemos ir direto ao assunto música.

Lorena Chaves 1 capa

A primeira faixa, “Portão Azul” soa como Rita Lee, com um breve passeio pelo Nordeste, voltando para soar bem pop e nostálgica, e ainda entregar uma das ótimas letras do álbum:

Deixar de evitar o inevitável

É viver na plenitude

Abra o portão azul da casa mais bonita

Busque enquanto é tempo de buscar

Enquanto o sol ainda nasce

Enquanto há por onde andar

Enquanto a música ainda toca.

 

Em “À Procura de Um Par” encontramos um cruzamento do pop mineiro estilo Pato Fu, mas com vocais que por vezes lembram Marisa Monte, outras vezes lembram Paula Toller.

“Amor que eu quero” parece música de comercial de operadora de celular, ou de marca de margarina, tanto faz. Transmite alegria e aconchego do jeito que os publicitários adoram, é deliciosamente radiofônica, isso se o rádio ainda se preocupasse em tocar músicas legais… A letra é sobre o cotidiano de um amor puro e descomplicado, do jeito que a gente costuma se identificar, e não cansa de ouvir.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=PmU3CZldh2E[/youtube]

 

A partir da música “O Admirado Lamentável Cidadão” uma influência aparece de maneira bem clara: Los Hermanos.  Nesta música a influência está nos metais, na levada e no timbre das guitarras e também na letra sobre ascensão e queda de um lamentável cidadão.

Comece a ouvir a música “Aonde Está o Seu Amor?” e tente não sair cantando: Veja você, onde é que o barco foi desaguar….  Em “Na Contramão” a combinação ganha um toque de MPB mais raiz, talvez Elis Regina, com sonoridade Jazz e letra intimista:

Viver na contramão do mundo soa tão estranho

O fato é que não ter raiz aqui me leva paz

Que excede todo entendimento…

 

O trabalho continua passeando pela MPB na faixa “Memórias de um Narciso” tem um tom de boemia, tanto na letra quanto no arranjo meio Teatro Mágico, mas com passagens que lembram Cássia Eller, pela ausência de medo em se usar pronomes masculinos e também de colocar um “Se estou triste, abro um whisky…”  logo de cara.

Como não podia deixar de ser, a participação de Marcos Almeida, do Palavrantiga, é um dos pontos altos do disco. “Cartão Postal” é uma das músicas que já circulavam pela internet antes do CD ser lançado, e traz poesia cotidiana, trocadilhos envolvendo cartas, selos, bilhetes, carteiros e toda essa comunicação meio fora de moda, mas que nos remete a um ambiente  confortável, embalado em uma sonoridade pop.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=hRD4i0LfbVk[/youtube]

 

O clima continua pop e ensolarado na faixa “Quando Acordei”, e me remete novamente a Marisa Monte de uns 15 anos atrás em “Pra Sempre”.

Lorena deixa um pouco o clima “ensolarado”, as guitarras ganham um pouco mais de destaque em “Mundo Cruel”, uma gaita (ou sanfona, dependendo da região do Brasil onde você mora) aparece em “O Lamento”, sem que isso represente festa e dança, mas finaliza o disco buscando por esperança.

 

Lorena Chaves conseguiu mesclar muitas variáveis da MPB, algumas guitarras, levadas pop, fé, poesia, amor, melancolia, um repertório convincente e criar uma identidade. Lorena é experiente e soube bem aproveitar a experiência de participar de um programa como o “Ídolos” para entender o que se exige de um artista que pretende atingir um grande público, e este trabalho está claramente pronto para isso, foge dos rótulos e entrega qualidade em formato altamente radiofônico, a receptividade do lançamento do CD tem sido muito boa, está entre os mais vendidos na iTunes e terá sua versão física em Abril, distribuído pela Som Livre.

Aos poucos Lorena vai se expondo como compositora, vai mostrando seus medos, inseguranças, influências e convicções e fica claro que ela não está muito disposta a resumir seu público a A ou B, pelo contrário, ela produziu algo que atinge o maior público que existe: o das pessoas imperfeitas.

 

Fiquem na paz.

@marlosferreira

Precisamos de mais músicas Gospel?

Alguns dias atrás eu fui almoçar em um shopping com dois amigos evangélicos, depois do almoço um deles quis passar em uma livraria evangélica que havia no local, pois ele estava procurando um livro. Ao chegarmos ao local, havia uma promoção de CDs: 3 CDs de artistas brasileiros por R$ 10,00 ou 3 CDs de artistas estrangeiros por R$ 15,00. Um dos meus amigos, que está justamente em processo de gravação do seu primeiro CD, comentou: olha, até tem algumas coisas legais aqui nessa promoção, mas vou trabalhar para que meu CD nunca venha parar em um balaio com esse.

Eu já ouvi a prévia do CD que este meu amigo está gravando, ele está se esforçando para atingir um nível de produção profissional, e o cara é um Cristão fiel e de testemunho exemplar, porém você confunde o resultado do trabalho com outras inúmeras gravações, as mesmas letras, os mesmos arranjos, a mesma sonoridade pop/rock/worship, tudo igual.  Pensei comigo mesmo “precisamos de mais este CD? Aliás, precisamos de mais música Gospel?”

Além da questão óbvia da crise do mercado fonográfico e das quedas constantes nas vendas de CDs, mesmo que a música Gospel tenha um comportamento um pouco diferente, com uma incidência menor de pirataria, qual é a validade de gravar mais um CD hoje em dia?

Não faço esta pergunta apenas pelo aspecto mercadológico, é claro que para muita gente vale a pena lançar um CD, pois as vendas são significativas para as estrelas do Gospel nacional, mas principalmente naquilo que deveria ser a função básica da música Cristã: adorar a Cristo, e levar sua mensagem através da arte. Quanto, dessa música Gospel toda que vem sido produzida, cumpre esse função? Fica a pergunta para os estatísticos de plantão.

Mas espere aí, antes que alguém mais atento venha lembrar que eu mesmo escrevi resenhas e indiquei CDs aqui neste site, e venha me chamar de incoerente, é preciso destacar alguns pontos. A principal crítica aqui fica por conta dos inúmeros artistas que apenas se enquadram no padrão vigente, já conversei com produtores musicais que contam que as pessoas chegam ao estúdio trazendo meia-dúzia de CDs de destaque no momento e pedem para que a gravação siga aquele padrão. Criar uma identidade?  Trabalhar em uma sonoridade própria? Pesquisar referências? Não, isso dá muito trabalho. Mas fácil apenas seguir fórmulas prontas.

É fato que a exigência deste mercado é baixa, eu mesmo fui educado para considerar bandas de rock meia-boca como sendo boas apenas por serem Gospel, afinal, já era rock, já era Gospel, exigir que ainda fosse boa? Seria pedir demais. Na mesma linha de raciocínio, já classifiquei como “legais” peças de teatro com textos cheios de clichês e atuações sofríveis. Esperar que o teatro evangelístico do culto de jovens fosse artisticamente relevante seria espera demais.

E assim vamos alimentando esta indústria. E quando digo “vamos”, é “vamos” mesmo, não posso me excluir da crítica com a justificativa de que os CDs que eu compro ou as músicas que eu indico são legais, e não fazem parte deste esquema repetitivo e pré-fabricado. Isso é muito relativo e o gosto pessoal não pode servir de critério.  A música Cristã que estou ouvindo e divulgando cumpre os requisitos básicos que já citei neste texto?

Bandas que não citam o nome de Cristo no decorrer de todo um álbum, talvez com medo de ficarem presas ao rótulo de Gospel, mas que buscam igrejas para tocar em início de carreira, estão cumprindo exatamente que função? Essa é uma pergunta sincera, e não uma crítica, já que eu mesmo ouço várias bandas assim, muitas vezes eu mostro o som para amigos e quando comento que a banda foi  formada em uma igreja e os integrantes são Cristãos os amigos me dizem “Nossa, nem parece gospel”, e eu tenho me perguntado se isso é bom ou ruim. Por um lado a intenção era que realmente não parecesse Gospel, para não gerar um preconceito logo de cara, mas por outro, se esta música se confunde facilmente com tantas outras ditas seculares, qual seria o propósito? Ok, entendo que o dom de produzir arte foi dado por Deus de maneira ampla, não ficou restrito àqueles que creem em nEle, e que por isso a arte não precisa estar necessariamente voltada apenas para propósitos de adoração e/ou evangelização, mas então quando é que essas bandas conseguirão sair das sombras das igrejas?

Quando teremos representatividade artística ou cultural como Cristãos? Quando deixaremos de que a música de nossas liturgias seja apenas mais um mero mercado? Quando foi que reduzimos o significado de “adoração” a canções em Sol Maior feitas por crentes, para crentes, em um idioma que só os crentes entendem, tocadas apenas em igrejas? Precisa dizer que boa parte dessa produção sequer é bíblica? Precisa dizer que quando esta música sai das igrejas e vai para os programas de TV seculares, é apenas pelo fato destes veículos estarem de olho no Ibope dos evangélicos?

Precisamos de mais músicas Gospel?

O espaço está aberto para a discussão.

Fiquem na paz.

@marlosferreira

Global Project – Hillsong + Diante do Trono

Fonte: Diante do Trono

Adoração traz unidade ao Corpo de Cristo. Por meio dela, barreiras culturais e diferenças de idiomas são dissipadas, e o foco é totalmente direcionado para Deus. Nossa língua é mais do que uma forma de comunicação, ela está fortemente conectada à nossa cultura e origens; portanto, ligada à nossa identidade. Há poder quando um adorador se conecta com Deus na sua língua nativa. Esse é o coração e a visão do Hillsong Global Project, nos ajuntar àquilo que Deus já está fazendo ao redor do mundo, incluindo o mundo lusófono e coletivamente exaltar o nome de Jesus.

Um dos valores da Hillsong Church é o de defender a causa das igrejas locais, em todos os lugares. Esta é uma paixão local e global que tem conduzido todos os aspectos do ministério da Hillsong desde o começo.

O Hillsong Global Project é a junção de forças entre Hillsong e suas igrejas locais ao redor do mundo e outros ministérios internacionais, gravando nove álbuns, em nove línguas diferentes. Todos os nove  incluirão algumas das mais queridas canções da Hillsong e o lançamento será simultâneo ao redor do mundo.

As línguas que estão incluídas são:

Espanhol (com Marcos Witt, Alex Campos, Marco Barrientos, Marcela Gandara) Português (com Diante do Trono – Brasil) Coreano ( com equipe de louvor da JOCUM Coreia) Chinês ( com New Creation Church – Cingapura) Indonésio (com JPCC Worship – True Worshippers) Francês (com Hillsong Church Paris) Alemão (com Hillsong Church Alemanha) Sueco (com Hillsong Church Estolcomo) Russo (com Hillsong Church Kiev)

Para o lançamento em Português do Hillsong Global Project, a igreja fechou uma parceria com  o Diante do Trono, grupo de louvor da Igreja Batista da Lagoinha de Belo Horizonte -MG.  Ana Paula Valadão e equipe gravarão 12 canções da Hillsong, traduzidas para o português. Além dessas canções, o CD incluirá três faixas bônus, originais do DT.

Hillsong Global Project – Capacitando a igreja local, globalmente.

Depoimentos:

“Nós existimos para defender a causa da igreja local, em todos os lugares”  (Brian Houston, Pastor Sênior da Hillsong Church).

“Há algo muito poderoso em cantar uma canção na sua própria língua” (reuben Morgan, Pastor de Adoração da Hillsong Church Austrália).

“Para nós é incrível o fato de podermos nos unir e exaltar o nome Dele. Barreiras da língua não são um problema” (jonathon “JD” Douglass, líder de louvor do Hillsong UNITED).

“O Hillsong sempre foi uma inspiração para mim. Além de trazer ao Corpo de Cristo, no mundo inteiro, canções maravilhosas de adoração ao Senhor Jesus, ele é parte de uma igreja local e com isso me identifico muito. É uma alegria enorme fazer parte deste projeto global e ter o Brasil representado nesta comunhão entre tantas nações que estão participando” (Ana Paula Valadão Bessa, Líder de louvor do Ministério Diante do Trono e pastora da IBL).

Fonte: Diante do Trono