Novo single da banda Hibernia

A banda sergipana Hibernia disponibilizou hoje (21/07) em sua página no Facebook seu novo single, batizado Canção da Liberdade.

Quem já conhece a banda (falamos deles aqui) não irá ficar surpreso com a alta qualidade de seu som com influência de britpop e com a poesia de suas letras.

Recomendamos que você ouça com atenção a nova música, e caso ainda não conheça o CD “A Vida Como Ela Era”, procure conhecê-lo também, vale muito a pena!

Para ouvir a música, clique aqui.

Fiquem na Paz.

@marlosferreira

Hibernia 2

 

2 mil Km para deixar a preguiça de lado

Nos últimos dias, devido a compromissos profissionais e também para visitar queridos amigos, eu rodei quase 2 mil Km de carro por 3 estados. Ótimo tempo para ouvir muita música e dar uma atenção um pouco maior a algumas coisas que estavam no meu iPod esperando este tempinho de sobra. Vou falar brevemente de 3 bandas que conheci em 2011, tá certo que eu já poderia ter conhecido elas antes, mas o fato é que estou brigando contra minha preguiça para novidades, e daí vem o título deste post.

 

Jude Airplane, Hibernia e Velho Irlandês.

 

A primeira boa notícia é que a galera anda muito criativa com os nomes das bandas (ainda mais para quem já cantou em um grupo chamado “Chamas da Liberdade” – eu tinha 6 anos pessoal, relevem), os 3 nomes mereceriam explicações, mas não vou fazer isso agora.

 

Seguindo a ordem acima, a Jude Airplane toca um ska mesclando bem influências clássicas como Skatalites e The Clash, mas puxando mais para uma levada mais californiana como Rancid (na fase menos punk) e Sublime. Entre as 3 bandas é que coloca aspectos sobre fé Cristã de maneira mais clara nas letras, como na música “Fé”:

“Não por mim porque sou quase nada,

Mas pela minha fé, que é bem maior que eu…”

O grande destaque fica para o naipe de metais, coisa rara para bandas independentes, os metais fazem toda a diferença, preenchem cada espaço disponível e dão uma variação muito interessante aos arranjos. As linhas de baixo são bem criativas também, mas um ponto que eu colocaria como negativo é a praticamente onipresença de um timbre de guitarra de gosto um pouco duvidoso, fica cansativo ouvir o mesmo timbre em todas as músicas. Tenho que dar um desconto para a banda pois as músicas que recebi (através de contato com eles pelo twitter @judeairplane) são nitidamente versões demo, a sonoridade é bem “crua”, uma produção mais profissional pode resolver esta questão sem maiores dificuldades.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=U6jmNOxoMzw&feature=player_embedded[/youtube]

 

A banda Hibernia é de Aracajú, conheci o som deles pelo MySpace, e acabei até comprando  CD (que tem um trabalho de arte muito caprichado, por sinal) após trocarmos umas figurinhas pela net. Diferente da Jude Airplane,  o CD “A Vida Como Ela Era” já está no mercado é muito bem produzido. A influência mais nítida da sonoridade é o britpop, músicas altamente melódicas e radiofônicas, levadas que lembram bastante bandas como Keane, Coldplay (se a introdução de “Vaidade” não te lembrar “Clocks”, não sei em que planeta você passou seus últimos anos) e Travis. Além de ser um CD muito agradável de se ouvir, um destaque fica para a poesia das letras, vou deixar alguns trechos abaixo:

“Era pra levar a vida como ela era

Bela

Com sintomas de euforia, inocência

Pura

Com sinceridade de criança…”

De “A Vida Como Ela Era”

 

“Sonda e conhece-me

A ponto de ver se há algo errado em mim

Toca suave em mim

Diga onde devo ir…”

 De “Esses Olhos Seus”

 

Mas independente das letras, o CD tem umas levadas muito legais também, como “João” e “Quem me Dera”, vale muito a pena conhecer.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Fo9yFDPnSCM[/youtube]

 

A última banda desta leva é a Velho Irlandês, conheci este som há bem pouco tempo e ouvi bastante por esses dias. Entre as 3 bandas essa destaca-se por uma sonoridade pop muito radiofônica e bem resolvida, fiquei um tempo buscando referências e fui remetido a sons nacionais como Lulu Santos e Leoni, além de algumas levadas indie-dançantes como Strokes ou The Killers, porém com guitarras menos destacadas, em alguns momentos tanto os vocais quanto trechos de determinadas letras lembram a banda Pimentas no Reino (faz um bom tempo que não tenho notícias desses caras, conheci eles em um evento na Comunidade Cristã de Curitiba).

As letras são muito bem sacadas, mesclam coisas sobre relacionamentos, cotidiano e dão algumas dicas sobre a orientação espiritual da banda, exemplos:

 

“E ainda que eu nada dissesse
Você sabia o que eu diria
Sabia onde eu estaria
Te encontrar foi me encontrar
Um coração rasgado e aberto
É sempre tudo que eu tenho a te dar”

De “Japão e Geribá”

 

“Estando entre as pessoas nunca me senti

Assim como me sinto quando estou aqui

Ao seu lado conjugando as minhas frases pra Ti”

De “O Verbo”

 

O CD chama-se “Velho no Recreio” e é muito coeso, daqueles que você deixa rolar inteiro e fica com um gosto de quero mais, pois são apenas 8 músicas. Pelo que andei lendo a banda tinha outra formação com uma moça nos vocais, ficaram parados por um tempo e agora voltaram com um vocal masculino, mas confesso que não ouvi a formação antiga para fazer uma comparação.

[youtube]http://youtu.be/HHqt_u7Go9A[/youtube]

 

Por enquanto é isso, o objetivo hoje não é aprofundar-se muito, mas sim deixar as dicas e que cada um ouça e tire suas próprias conclusões. No mês de maio eu tenho mais viagens pela frente e pretendo voltar a escrever sobre novos (ou velhos) sons.

Fiquem na Paz.

 

Marlos.