Cristo, a lanterna dos afogados

Fonte: Minha Vida Cristã | Por Euriano Sales

Na semana passada eu e minha esposa fomos pegos de surpresa com um telefonema às 6 horas da manhã avisando sobre a morte do meu sogro. Em momentos como esse acabamos nos questionando sobre várias coisas, como: o sentido da vida, o que plantamos, o que colhemos, o legado que deixamos e como será o amanhã.

Já no cemitério, antes do caixão descer, fiz uma reflexão e oração, não pelo meu sogro, mas por todos que ali estavam, e que por ventura poderiam ter os mesmos questionamentos, buscando respostas e um fio de esperança para os seus problemas.

Existe uma lenda, que as mulheres dos marinheiros saiam à noite, iam até o cais do porto e ficavam horas ali olhando para o horizonte, avistando de longe as luzes das embarcações com a esperança de que ali fossem as lanternas dos barcos dos seus esposos apontadas para a praia, e que em breve eles iriam ancorar. Alguns de fato voltavam, mas muitos ficavam pelo caminho, contudo enquanto elas vissem essas luzes ali ainda havia esperança para a vida.
O grande músico e compositor Herbet Vianna traduziu essa história na música Lanterna dos Afogados:

“Quando tá escuro / E ninguém te ouve / Quando chega a noite / E você pode chorar / Há uma luz no túnel / Dos desesperados / Há um cais de porto / Pra quem precisa chegar / Eu tô na lanterna dos afogados / Eu tô te esperando / Vê se não vai demorar”

Quantos de nós estamos na Lanterna dos Afogados esperando alguma coisa de algo ou alguém?

É um estudante que espera o resultado da prova do vestibular; um pai que espera a volta do filho que saiu de casa para beber ou se drogar; um paciente com câncer esperando um resultado da biópsia diferente; uma esposa esperando que o marido volte para a casa e recomecem a família ao lado dos filhos, enfim, são vários casos em que colocamos a esperança em algo ou alguém.

O problema é que a esperança quando é posta em algo mortal, pode vir a morrer também. Nem sempre os resultados acontecem da forma que esperamos, e o tamanho que é a esperança é também a frustração.

Em meio ao que aconteceu, eu lembrei de quando perdi meu pai no ano 2000, pois quando cheguei no hospital e dei o seu nome, descobri que ninguém com aquele nome havia dado entrada naquela noite, e por alguns segundos reacendeu a esperança de que havia sido um engano, mas logo descobri que não tinha dado tempo nem de fazer a ficha de entrada.

Naquele momento a esperança havia morrido. Mas como? A esperança não é a última que morre? Seria aquele de fato o último momento?

Foi o meu momento de estar na Lanterna dos Afogados, mas Deus me visitou, veio até o meu porto trazendo consolo, conforto e abrigo, nesta hora eu aprendi que a esperança não é a última que morre quando essa esta se chama Cristo.

Olhando para o Apóstolo Paulo, entendi que há glória nas tribulações, pois elas produzem perseverança e a perseverança um caráter aprovado que produz esperança e que essa esperança não nos decepciona (Romanos 5). O mesmo Paulo quando escreveu à Timóteo na primeira carta, afirma que a esperança tem nome e se chama Jesus Cristo. (1 Timóteo 1.1)

Se a nossa esperança for Cristo ela não morrerá nunca, pois um dia já morreu e ressuscitou, portanto a esperança vive!

Pode ser que os resultados não sejam os que estamos aguardando, pode ser que dê tudo certo, mas também pode ser que dê tudo errado, porém se a esperança for Cristo, sabemos que mesmo na permissão Divina, prevalecerá a vontade soberana de Deus.

Em Mateus 6, um trecho do sermão do monte, Jesus ensina aos seus seguidores a viverem o dia de hoje , e aqui não é um ensino displicente onde estamos proibidos de nos planejar, mas é um ensino que traz a esperança de que o dia de amanhã pertence a Ele, que há certas situações em que não temos o controle e só nos resta ter a esperança de que Ele fará tudo conforme a sua vontade.

Que a luz vista do cais do porto seja a lanterna de Cristo vindo até nós, nos iluminando quando está escuro, falando quando nada se ouve e enxugando as lágrimas quando estamos à chorar.

“Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro.” (Salmos 40.1)

 

As I Lay Dying: “90% das bandas gospel fingem fé pra vender mais”

Fonte: Wiplash

TimLambesisUma banda autocategorizada como sendo de ‘Heavy Metal Cristão’ cujo frontman foi condenado por tentar contratar um pistoleiro para assassinar sua ex-esposa admitiu que vinha enganando seus fãs ao fazê-los acreditar que eles eram cristãos de modo a vender discos.

“Na verdade, eu era ateu”, disse Tim Lambesis, o vocalista e fundador do AS I LAY DYING ao site Alternative Press em uma entrevista recente. “Na verdade, eu não fui o primeiro cara no As I Lay Dying a deixar de ser cristão. Eu acho que fui o terceiro. Os outros dois que continuaram o sendo meio que pararam de falar no assunto, e daí eu acho que eles também largaram de mão também.”

O site ainda apontou para o fato de que sua ex-esposa, Meggan, havia divulgado na papelada do divórcio que Lambesis tinha se tornado ateu. Lambesis, ao admitir seu ateísmo, ressaltou que ele se distanciou do cristianismo tão logo se graduou em estudos religiosos, curso que realizou por meio de um programa de longa distância.

“No processo de tentar defender minha fé, eu comecei a pensar que o outro ponto de vista era mais forte”, ele declarou.

E um pecado levou ao outro, e ele tenta justificar sua renúncia a Cristo como justificativa para suas ações.

“A primeira vez em que chifrei minha esposa, minha interpretação de moral agora me era conveniente”, explicou Lambesis. “Eu me sentia menos culpado se eu decidisse, ‘Bem, o casamento não é uma coisa verdadeira, porque o Cristianismo não é verdadeiro. Deus não existe. Portanto, o casamento é apenas um pedaço de papel idiota do governo.”

Mas ele continuou a declarar que era cristão, assim como os outros da banda, de modo a vender discos para os fãs de música cristã.

“Eu me lembro de um festival cristão quando um jornalista queria que um dos caras da banda desse seu testemunho, e ele ficou paralisado e deixou que um dos caras que ainda eram cristãos respondesse”, conta Lambesis. ”Rimos daquilo depois, mas só ríamos porque foi muito constrangedor.”

“Quando os fãs queriam rezar com a gente depois dos shows, eu ficava tipo, ‘Ah, manda ver, reza! ‘, e eu só deixava eles rezarem. Eu dizia ‘amém’. Se rezar com a minha mão n ombro deles os faz sentir melhor, eu não queria tirar isso deles,” ele continuou. ”Quando eles pediam para que eu rezasse por algo em específico, eu dizia ‘Eu não gosto muito de rezar em voz alta, mas vou pedir por isso no ônibus.”

Ele disse que durante seu tempo com o As I Lay Dying, ele se deu conta que muitas bandas que se declaram cristãs disfarçam suas verdadeiras convicções tal qual ele fazia.

“Excursionamos com mais ‘bandas cristãs’ que na verdade não eram cristãs do que com bandas que de fato o fossem”, afirmou Lambesis. ”Em 12 anos de turnês com o As I Lay Dying, eu diria que talvez uma dentre dez bandas com as quais tocamos eram de fato cristãs.”

À medida que ele continuou a cair em tentação, Lambesis perguntou a um personal trainer da academia onde ele se exercitava se ele conhecia algum matador de aluguel que pudesse matar sua esposa. O vocalista logo foi preso e levado sob custódia da polícia após uma operação onde ele supostamente deu à polícia as instruções e o dinheiro para prosseguir com o homicídio. Ele foi condenado a seis anos de prisão no último mês de março.

Mas foi só recentemente que Lambesis trouxe à tona a verdade sobre seu ateísmo e a fachada que sua banda montou para vender discos.

“Muitos pais cristãos diziam, ‘Sim, você pode comprar esse CD do As I Lay Dying porque eles são uma banda cristã’. Eles nem se dão ao trabalho de conferir as letras”, Lambesis acusa. “Então, quando você muda de opinião, você meio que deve aos fãs essa honestidade.”

Festival Rock No Vale anuncia primeiras atrações

rocknovaleDepois de uma bem sucedida e muito elogiada primeira edição, a Missão Jovens da Verdade começa a divulgar os primeiros nomes de bandas e preletores confirmados para a edição de 2014. O festival que junta rock, reino e sustentabilidade pelo visto veio realmente pra ficar.

Este ano, o evento acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de dezembro no acampamento Jovens da Verdade, em Arujá / SP.

As bandas Resgate, Crombie, {Si}Monami, Os Arrais e Doutor Jupiter já estão confirmadas. Segundo as informações divulgadas pelos organizadores, ainda faltam 6 bandas à serem divulgadas, sendo uma delas a atração internacional. Depois da grande apresentação do Gungor em 2013, a escolha da banda internacional vem causando grande expectativa.

Além das bandas, Marcos Botelho, Ariovaldo Ramos, Jasiel Botelho e Rafael Diedrich, são os preletores confirmados até o momento.

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Rock no Vale​
A proposta do Rock no Vale é trazer um momento de reflexão e resgate dos valores e princípios cristãos de cuidado e zelo com a Terra e, consequentemente, com os seres vivos que nela habitam. Fazer parte desse mundo exige de nós um posicionamento ético e sustentável em todas as nossas relações.

Os ingressos já começaram a ser vendidos e você fica sabendo mais através do site www.rocknovale.com.br.

Assista a um vídeo do que rolou no Rock no Vale 2013.

 

A canção de Jota Quest e a fé cristã

jota-questPor Herberty Freitas de Souza, via Ultimato Jovem.

Acordei hoje pensando em uma música que há algum tempo fez muito sucesso no Brasil, aliás é conhecida até hoje por muitos jovens e adolescentes, pois pertence a uma banda famosa chamada ´”Jota Quest”. Lembro-me que na época de colegial, tinha o costume de ouvir músicas dessa banda na escola com os amigos. Foram tempos bons! Enfim, o tempo passa, as coisas mudam, mas hoje essa música estava em minha cabeça. Segue um trecho da canção:

Dias melhores

“Vivemos esperando dias melhores. Dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás.

Vivemos esperando o dia em que seremos melhores. Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo.”

Acredito que Rogério Flausino, compositor dessa música e líder da banda Jota Quest, não entendia que, quando escrevia esta letra retratava claramente o cotidiano de um cristão. Somos ensinados desde criança a vivermos pela fé. Ora o que e a fé? Segundo o versículo que esta na memória de todos os cristãos, “fé é a certeza de que haveremos de receber o que esperamos e a prova daquilo que não podemos ver.” (Hebreus 11.1). Se prestarmos atenção nesse versículo vamos entender que a fé é executada no futuro, nunca no presente ou no passado. Pedimos no presente, recebemos no futuro; mesmo que você receba o que pediu dois segundos após pedir, isso veio no futuro. Ou seja, sempre que usamos nossa fé estamos buscando algo que esta por vir. Se você ora pedindo a Deus sabedoria, acredita que isto esta por vir, se busca um milagre é porque você ainda não o tem naquele momento, mas espera que isso aconteça confiando em Deus e em sua palavra. Por isso, na carta aos Hebreus a tradução King James usa o termo “receber o que esperamos”, ou seja, aquilo que esta por vir.

A fé retrata nesta música é aquilo que o mundo espera ter, mas não sabe como. Mas nós, cristãos, temos a receita para viver dias melhores, pois isso nos foi prometido. É através da fé e da busca que podemos adquirir.

Ed René Kivitz em seu livro “Vivendo com propósitos” diz que, nós, cristãos vivemos em dois mundos: espiritual e terreno (embora muitos cristãos vivam apenas no terreno). Aquele que passa a entender e a viver no mundo espiritual, coloca o terreno em segundo plano, e adquiri exatamente o que está descrito nesta música. Ed René descreve fé da seguinte maneira em seu livro:

“O maior fator de distinção na maneira como as pessoas reagem à vida é a fé. A fé percebe uma presença, a presença de Deus. A fé invoca uma presença, a presença de Deus. A fé sabe que, por trás do cenário visível, das estatísticas e das probabilidades existe Alguém interagindo na situação: Deus. Os recursos humanos resultantes da fé são ainda um mistério para ciência. Quem é capaz de executar a fé vê mais longe, voa mais alto, chega mais adiante”.

Pela fé podemos viver na terra como diferencial, espalhando justamente os versos descritos nessa música.

1º Coríntios 13 fala sobre o amor que vem de Deus e no verso 14 Paulo escreve “O amor é paciente; o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, nem é arrogante” e no verso 13 finaliza “Sendo assim permanece até o momento Estes três: a fé, a esperança e o amor. Contudo, o maior deles é o amor.”

O mundo está carente de amor, e não sabe onde encontrá-lo. O sucesso desta música está justamente ao calhar com a necessidade da maioria das pessoas que vivem somente no mundo terreno. E cabe aqueles que vivem no mundo espiritual mostrarem a receita para se adquirir algo tão desejado e que nos foi presenteado de graça.

Você tem vivido dias de amor, dias de paz? Ou você ainda esta esperando esses dias chegarem. Não seja um expectador, enquanto você pode viver isso hoje, pois a paz de Cristo excede todo entendimento, e a fé é a chave para adquirirmos tudo o que para mundo é somente uma canção. No entanto para nós, é algo real, verdadeiro, que podemos viver hoje, amanhã, depois, até o dia que viveremos para sempre, dias eternamente melhores com nosso Senhor Jesus Cristo.

Tessalonicenses 2.19-20 diz: “Todavia, quando nosso Senhor Jesus retornar, quem será nossa esperança, alegria ou coroa de glória diante dele? Ora, não sois vós? Com toda certeza, vós sois a nossa glória e a nossa grande alegria!”.

Herberty Freitas de Souza tem 28 anos. Atualmente reside em Tulsa, Oklahoma onde estuda no Victory Bible College. Enquanto residia no Brasil, na área ministerial, trabalhava na liderança de jovens e servia como presbítero, ambas funções na Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Minha Breve Decepção com C. S. Lewis #3

cslewis-cristianismo-puro-e-simplesFinalmente volto ao Underdot para me reconciliar com C. S. Lewis. Nos dois textos anteriores expus o incômodo que senti ao reler Cristianismo Puro e Simples. Me deparei com um Lewis que não havia percebido na leitura de anos atrás e, confesso, me decepcionei um pouco por conhecer um pensamento um tanto quanto arrogante e até meio preconceituoso em um dos meus escritores prediletos. Ainda que possamos (e devemos) considerar o autor em seu contexto, é difícil não imaginar que ele poderia ter abordado certos temas de outra maneira.

O que me fez reconciliar com Lewis, além desse exercício de tentar levar em conta o contexto em que ele se encontrava, foi notar (ou confirmar) que, por outro lado, ele estava muito à frente de seu tempo em alguns aspectos. E que sua percepção sobre o Cristianismo, ao contrário de ser mirabolante e cheia de coisas incompreensíveis, de fato se voltou para o que é (aparentemente) básico: amar a Deus e ao próximo e procurar viver de acordo com o que esse amor deveria trazer como resultado, ou que ações deveriam surgir a partir desse amor.

Sobre tudo isso, há uma passagem na introdução – na apresentação do livro – que, apesar de um pouco longa, acho que vale a pena compartilhar:

“Este livro, portanto, não é feito de especulações filosóficas acadêmicas. É, isto sim, um trabalho de literatura oral dirigido a um povo em guerra. Quão insólito deveria ser ligar o rádio – que a toda hora dava notícias de mortes e de uma destruição indescritível – e ouvir um homem falar, de forma inteligente, bem-humorada e profunda, sobre o comportamento digno e humano, sobre a conduta leal e sobre a importância da distinção entre o certo e o errado. Chamado pela BBC para explicar aos seus conterrâneos no que os cristãos acreditavam, C. S. Lewis lançou-se à tarefa como se ela fosse a coisa mais fácil do mundo, mas também a mais importante.

Mal podemos imaginar o efeito que as metáforas utilizadas no livro tiveram sobre os ouvintes da época. A imagem do mundo como um território ocupado pelo inimigo, invadido por forças malignas que destroem tudo o que é bom, ainda hoje desperta fortes associações. Nossos conceitos de modernidade e de progresso, bem como todos os avanços tecnológicos, não bastaram para dar fins às guerras. O fato de termos declarado obsoleta a noção de pecado não diminui o sofrimento humano. E as respostas fáceis – colocar a culpa na tecnologia ou, porque não, nas religiões do mundo – não resolveram o problema. O problema, C. S. Lewis insistia, somos nós. A geração ímpia e perversa da qual falavam milhares de anos atrás os salmistas e os profetas é também a nossa, sempre que nos submetemos a males sistêmicos e individuais como se não tivéssemos outra alternativa.” (p. XXIV e XXV)

Embora a intenção de Lewis tenha sido apresentar o Cristianismo de forma didática aos não cristãos, acredito que atualmente esse seja um livro muito mais interessante (e por que não dizer útil) aos cristãos de hoje. Nesse tempo em que a raiz da fé cristã parece ter se perdido, uma conversa franca e direta como essa pode ajudar a acordar alguns que ainda dormem presos a regras de homens que se dizem enviados por Deus.

Leia a parte #1 clicando aqui.

Leia a parte #2 clicando aqui.

Switchfoot, música, fé e vocação

Gosto de Switchfoot e considero Jon Foreman um dos mais talentosos compositores dos últimos 20 anos. Curiosamente, essa foi uma banda que cheguei a ouvir pela primeira vez, não por causa da música, nem das letras, mas por um de seus músicos. Quando soube que Jerome Fontamillas (cuja carreira musical eu acompanhava desde Mortal e Fold Zandura) estava tocando na banda, decidi escutá-la e fiquei impressionado com o que encontrei. Virei fã. O álbum The Beautiful Letdown (2004) me ajudou num período difícil de minha vida. Tenho todos os cds originais e estou aguardando ansiosamente o lançamento de Fading West em janeiro de 2014.

O texto abaixo foi divulgado essa semana no FB por um artista que acompanho (link do original aqui). Trata-se da resposta dada por Jon Foreman para a pergunta feita a ele se sua banda Switchfoot é uma “banda cristã”. Vale a pena a leitura e reflexão.

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“Para ser honesto , esta questão me entristece, porque sinto que ela representa um problema muito maior do que simplesmente algumas músicas do Switchfoot. Na verdadeira forma socrática, deixe-me lhe fazer algumas perguntas: Lewis ou Tolkien mencionam Cristo em qualquer de suas séries de ficção? As sonatas de Bach são cristãs? O que é mais semelhante a Cristo, alimentar os pobres, fabricar móveis, limpar banheiros ou pintar um pôr do sol? Há um cisma entre o sagrado e o secular em todas as nossas mentes modernas.

A visão de que um pastor é mais “cristão” do que um treinador de um time de voleibol feminino é falha e herética. A posição que um líder de adoração é mais espiritual do que um zelador é condescendente e falha. Essas vocações e propósitos diferentes demonstram ainda mais a soberania de Deus.

Muitas canções são dignas de serem escritas. Switchfoot escreverá algumas; Keith Green, Bach e talvez você mesmo tenha escrito outras. Algumas dessas canções são sobre redenção, outras sobre o nascer do sol, outras sobre nada em particular: escritas pela simples alegria da música.

Nenhuma dessas músicas nasceu de novo, e nesse sentido, não existe tal coisa como música cristã. Não. Cristo não veio morrer por minhas músicas, ele veio por mim. Sim. Minhas músicas são uma parte da minha vida. Mas, julgando pelas Escrituras, só posso concluir que o nosso Deus está muito mais interessado em como trato os pobres, os quebrantados e os famintos, do que com os pronomes pessoais que eu uso quando canto. Sou crente. Muitas dessas músicas falam sobre essa crença. A obrigação de dizer isso ou fazer aquilo não soa como a gloriosa liberdade que Cristo morreu para me dar.

No entanto, tenho uma obrigação, uma dívida que não pode ser quitada por minhas decisões líricas. Minha vida será julgada por minha obediência, e não por minha capacidade de limitar as minhas letras nessa ou naquela caixa.

Todos temos vocações diferentes; Switchfoot está tentando obedecer ao que fomos chamados. Não estamos tentando ser Audio Adrenaline ou U2 ou POD ou Bach; estamos tentando ser Switchfoot. Uma canção que tem as palavras “Jesus Cristo” não é nem mais nem menos “cristã” do que uma instrumental (já ouvi muita gente dizer “Jesus Cristo” e não estavam falando sobre o seu redentor). Jesus não morreu por nenhuma de minhas músicas. Portanto, não há hierarquia de vida ou músicas ou ocupação, só há obediência. Temos um chamado para tomar a nossa cruz e seguir. Podemos ter certeza de que essas estradas serão diferentes para todos nós. Assim como você tem um corpo e cada parte tem uma função diferente, assim também, em Cristo nós, que somos muitos, formamos um só corpo e cada um de nós pertencemos uns aos outros. Por favor, seja lento em julgar “irmãos” que têm um chamado diferente.”

Foreman menciona a “caixa” cristã onde muitas pessoas querem ficar, e colocar os outros dentro. Concordo com Foreman que esta caixa é particularmente limitada quando se trata de arte. Então, saia e crie algo – algo belo, algo maravilhoso – e faça isso para a glória de Deus.

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O texto acima foi extraído do blog do Sandro Baggio. E resolvi postar isso aqui, pois achei a colocação do Jon Foreman excelente. É uma questão que ainda dá dor de cabeça para muita gente e possivelmente essa coisa de “secular x religioso”, em termos musicais, vai perdurar por muito tempo. Infelizmente.

O link para a matéria original é esse aqui ó: http://www.sandrobaggio.com/2013/12/07/switchfoot-musica-fe-e-vocacao/

Minha Breve Decepção com C. S. Lewis #2

cslewis-cristianismo-puro-e-simplesLeia a parte 1

Anteriormente, comecei a escrever sobre como a releitura do livro Cristianismo Puro e Simples despertou em mim algumas indignações. Introduzi o livro e o assunto, mas não cheguei a falar sobre o que de fato havia me causado esse mal estar com C. S. Lewis, que é um dos meus autores prediletos. Para isso, volto com a segunda parte. Mas já aviso que ainda haverá uma terceira parte. Seria muito difícil concluir assunto nesse texto sem deixá-lo gigantesco.

Venho de uma formação na área de Humanidades, o que me fez ler diversos autores de contextos e épocas diferentes. Uma das primeiras coisas que aprendi é que precisamos ler um autor em seu próprio tempo. Ou seja, é preciso considerar que alguns de seus pensamentos não teriam sequer condições de serem muito diferentes, pois não haveria um repertório para isso. Ao começar a leitura de Lewis, me deparei exatamente com esse recado na introdução do livro. Que ele deveria ser interpretado à luz de seu contexto histórico. No caso, o da Segunda Guerra Mundial. O programa de rádio que deu origem ao livro era como um trabalho de literatura oral, com uma mensagem de paz e esperança em meio às notícias sobre a guerra. Longe de ser algo filosófico ou teológico, era antes de tudo um exercício de pensamento até mesmo imaginativo de Lewis.

Ok, levei isso em conta. Mas devo confessar: não me fez ficar menos incomodada com algumas partes do livro. E devo dizer que não foi essa justificativa que me fez “fazer as pazes” com Lewis. Mas esse será o assunto do próximo texto.

Eu poderia citar algumas passagens específicas, porém optei por elencar três pontos principais que chamo de “pontos da minha indisposição com C. S. Lewis”.

1 – A questão da “Lei Natural”.
Lewis inicia o livro com um pressuposto que serve de base para todo o resto. Se você não concorda com esse pressuposto, dificilmente concordará com outros argumentos no decorrer do livro. É o pressuposto de que todos os seres humanos são guiados por uma “Lei Natural” que lhes indica o que é certo e o errado. Não se trata de uma orientação moral ou cultural, mas uma Lei. Meu primeiro pensamento foi: bem, a noção de certo e errado varia conforme as sociedades. O que é certo para nós pode não ser, necessariamente, para um chinês, por exemplo. Também varia conforme a época. Uma restrição do século XVIII não vale mais para nós. Lewis responde dizendo que ainda que haja diferenças, “as doutrinas morais dos diversos povos nunca chegaram a constituir algo que se assemelhasse a uma diferença total” (p. 8-9)*.

Sim, ele pode ter razão. Mas isso não responde outra questão: se existe uma Lei Natural que nos diz o que é o certo e o errado, e se diferentes sociedades em diferentes épocas agiram de maneira distinta em relação a isso, significa que alguém (ou alguma sociedade, no caso) estava/está equivocado ao fazer o “errado” julgando ser o “certo”. Diante disso, minha pergunta é: quem diz qual sociedade ou pessoa está equivocada? Aos olhos de quem o outro estaria errado ou certo? E isso me leva ao segundo ponto de indisposição com Lewis.

2 – Certa arrogância nos argumentos.
Mesmo sem abordar diretamente as questões que apontei acima, Lewis as responde. Os cristãos (os ocidentais) estariam com a razão. E não apenas isso. Os não cristãos são tidos como ingênuos e tolos. Em certo momento, ao falar sobre o Cristianismo, Lewis chega a dizer que essa religião não é para os “intelectualmente preguiçosos”. Minha conclusão disso é que não há como discutir com esse tipo de argumento tão fechado e até mesmo preconceituoso. Ainda que se tratasse de um pensamento filosófico/teológico, haveria muito que se discutir. Ainda mais se o autor se propõe a um exercício de pensamento e imaginação. Mas como discutir com essa arrogância?

3 – Sobre o casamento.
O terceiro ponto que me causou indisposição com Lewis foi esse específico, quando ele fala sobre a conduta cristã. A verdade é que nesse ponto Lewis não foge do que talvez todas as igrejas cristãs preguem: que o homem deve ser o cabeça da casa. Ele é quem manda, ele é quem tem a última palavra. Eu já tenho incômodo suficientemente grande com essa questão. Mas Lewis consegue piorar quando justifica o porquê de o homem ser o cabeça. Ele argumenta que a mulher tem uma “predisposição natural” (p. 150) em defender a família acima de tudo e todos, o que pode até mesmo fazer com que ela seja injusta. Portanto, cabe ao homem controlar essa predisposição (!)… Não sei quantos de vocês podem concordar com ele, mas para mim é um argumento nada embasado para justificar uma atitude, digamos, não muito democrática.

Quero finalizar por aqui, para que o texto não fique ainda mais longo. Mas convido à leitura da parte final dele, na próxima semana. Pode não parecer agora, mas, por outro lado, descobri algumas passagens nesse mesmo livro que mostram outro Lewis, bem à frente de seu tempo e nada conservador. Isso me permitiu fazer as pazes com ele, embora ainda discorde desses pontos que apresentei. Acima de tudo, é importante que ninguém tire conclusões ou assuma interpretações com base apenas no que eu digo. Tudo isso é, na verdade, um convite para a leitura do livro e para o debate!

* Todas as citações foram retiradas da edição de 2009, da editora Martins Fontes: Lewis, C. S. Cristianismo Puro e Simples. WMF Martins Fontes. São Paulo, 2009.

A Religião do Rico e a Religião do Pobre

Sempre gostei de Teorias da Conspiração. Imagino que no meio de um monte de ideias insanas e desacopladas da realidade, pode existir algo tão verdadeiro que é tomado como ficção. Alias, a realidade é a melhor obra de ficção que existe. Se toda a verdade fosse contada de maneira crua em um livro, este seria taxado como surreal.

E o ano de 2013 será aquele mais surreal na história brasileira. O ano que o povo acordou e foi as ruas. Fez sua voz ser ouvida, e depois voltou a dormir. Não acredito que ele esteja completamente adormecido, mas apenas em um sono latente, esperando um estopim. Alias analisou um irmão presbiteriano nos anos de 1960 em uma das melhores analises sobre nosso subdesenvolvimento e o papel do cristão na sociedade já produzido pela igreja brasileira: “Reverendo, estamos fazendo pic-nic em cima de um vulcão!”

2013 foi também o ano em que fui presenteado com um melhor entrosamento com alguns graduandos, pós-graduandos e professores do Instituto de Economia (IE) da Unicamp. Até me lembrei de algumas analises que o PT fazia na época do governo FHC. Nessa época o presidente sempre falava que eramos um pais em desenvolvimento, mas o PT como oposição afirmava e reafirmava: somos subdesenvolvidos. Quase 10 anos de PT, o mesmo afirma: somos desenvolvidos! Essa é a maior mentira que existe hoje. E essa proximidade com amigos do IE me fizeram entender como a elite brasileira trabalha para continuarmos nessa posição. Já dizia o profeta Renato Russo: somos escravos por educação. Ao fim de algumas palestras consegui entender como a industria que trabalho e luto para transformar foi destruída nos últimos 10 anos. Não devemos nos tornar gente grande, devemos continuar sendo bobinhos que dão lucros abusivos a empresas estrangeira, assim é na área de TI e em qualquer outra área.

Não imagine que é por incapacidade nossa que temos péssimos serviços. Eles são assim porque muita gente quis assim. Nossa elite já vendeu a alma a interesses externos para fazer os de fora ganhar muito dinheiro com nosso pouco trabalho. Não será nenhum governo democraticamente eleito que mudará isso, só o povo na rua. Não é por acaso que nossos bancos tem os maiores lucros do mundo. Nossa telefonia é a mais cara e a pior. Nossas passagens de avião as mais caras. ETC….

Não foi por acaso que a mídia, principalmente a Globo, patrocinou a total hostilidade a partidos políticos nas manifestações de junho. Sem partidos políticos, não há dialogo com governo. Não há representação. Ninguém poderia atender o chamado das ruas, somente um ditador. Talvez era isso que a nossa mídia queria. Um Batman….

Mas no decorrer desse ano fiquei com uma duvida na cabeça. Se nossa elite é tão expert em fazer o nosso povo escravo de si mesmo, como ela usa a nossa religião? Se esses pastores da TV são tão nocivos, porque não há um combate a eles?

A resposta me veio em letras garrafais, na tela do cinema. Ironicamente quando pensava nisso fui convidado para a estreia de um filme patrocinado em crowdfunding. Me foi informado que o filme era sobre espiritualidade contemporânea, não entendi o que isso significa, mas fui ver… Antes de continuar meus devaneios deixo o trailer do filme:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=jXPdonaB4Vo[/youtube]

O filme tenta construir uma ideia de Felicidade como algo interno. Algo que deve ser buscado por você, dentro de você e não depende de ninguém. Paz é você estar bem como você mesmo. você quem constrói, não precisa ter logica. Não precisa explicar o mundo. Não precisa ser coerente com o homem.

Tenho que ser honesto. O filme é bonito. Tem boas imagens. Se fosse mudo seria melhor! Nada contra as pessoas que dão os depoimentos, eles realmente tem sua fé e acreditam em alguma coisa. Mas a espiritualidade do filme reflete a espiritualidade das pessoas que deram o depoimentos?

Temos alguns nomes bem conhecido nosso: Marina Silva e Leonardo Boff. Ambos falam sobre felicidade no filme, ajudando a “construir” coletivamente a ideia de felicidade da sociedade atual. Mas se analisarmos o que ambos andam escrevendo recentemente nas mídias sociais vemos rapidamente que o que ambos entendem por felicidade não é condizente com o que o filme mostra de felicidade, alias a fala da Marina é cortada exatamente quando ela ia concluir seu pensamento.

Mas porque o filme quer construir definições de felicidade, paz e fé? Porque tantos recortes, tão curtos?

Repare que não existem pobres no filme. A pessoa mais “humilde” é uma senhora do interior do Pernambuco, mas observamos a qualidade de vida que ela tem, veremos que, se ela morasse em uma cidade grande, seria de classe média alta. Ninguém no filme é cansado e oprimido. Ninguém precisa ser aliviado. Em outras palavras: eles são refletem a realidade do povo brasileiro!

Esse filme foi desenvolvido para a elite brasileira com a nítida mensagem: sua vida é apenas sua, não se importe com os outros! O nome já diz tudo EU MAIOR! Desfrute o que você tem e viva sua vida, é tudo que lhe resta. Essa mensagem é linda, mas quando nos confrontamos com a noção de coletivo ela se torna egoísta! Foi exatamente o contrario do que fizemos em junho! Em junho quem foi as ruas não usava transporte coletivo. A classe média lutou por uma conquista das classes mais baixas. Pela primeira vez na história o brasileiro se importo por quem não era exatamente como ele.

Então, colaborando com meus ideias de desenvolver teorias conspirativas, elegi a visão desse filme como a visão que nossas elites querem para a religião do rico. Importe-se com SUA felicidade, SEUS bens, SUA família e SUA vida! A vida dos outros não é sua responsabilidade!

Você acha que vai ganhar dinheiro com fé! Isso eu faço.....

Você acha que vai ganhar dinheiro com fé! Isso eu faço…..

Nisso um grande horizonte se abriu para mim. Percebi que a TV nos mostra todo dia sobre a espiritualidade do pobre. Somos a cada momento bombardeado com mensagens que nos dizem que se não somos ricos é porque não tivemos fé! A fé neo-pentecostal em outras palavras diz isso. Sua fé trará suas riquezas, ou seja, se você não é rico é porque você não tem fé. Inveje a fé de quem tem dinheiro, pois foi a fé deles que deu-lhes riqueza.

Com isso volto ao começo, esses dois panoramas da fé do brasileiro no fundo teriam o intuito de manter a ordem social brasileira (Ordem e Progresso). Enquanto o pobre achar que sua pobreza é causada pela sua falta de fé, e o mais favorecido achar que deve ser feliz sem se importar com os mais humildes, viveremos nesse Brasil. Enquanto pensarmos assim, um outro Brasil não será possível.

A minha fé ainda é pautada nos profetas do antigo testamento que diziam: Não há paz sem justiça social!

Minha breve decepção com C. S. Lewis – #1

cslewis-cristianismo-puro-e-simplesC. S. Lewis é um dos meus escritores prediletos. Acho que todo mundo que gosta de ler encontra dois ou três escritores com os quais se identifica tanto, que eles acabam sendo uma espécie de guias intelectuais de suas vidas. C.S. Lewis é um da minha. A maioria das pessoas deve conhecer ele por causa da série de livros “As Crônicas de Nárnia” e por causa dos filmes que foram inspirados por ela. São livros de fantasia muito bons mesmo, assim como os da Trilogia Cósmica, recentemente publicados no Brasil. Quem sabe um dia falo deles por aqui. Mas quem já teve a oportunidade de ler outros livros do autor, de ficção ou não, percebe que “As Crônicas de Nárnia” são quase como uma ilustração de sua linha de pensamento, se podemos dizer assim. Dizer ilustração é um pouco simplista também. Nárnia é muito mais do que isso. O que quero dizer é que tudo o que Lewis diz em seus outros livros aparece também em Nárnia, de forma diferente. Vale a pena fazer esse tipo de leitura comparada. Mas comecei a falar do Lewis por outra razão.

Como eu disse, ele é um dos meus escritores prediletos. Sabemos como é essa coisa de predileção, fica difícil fazer críticas e encontrar defeitos. Por esse motivo me surpreendi comigo mesma e com Lewis ao reler “Cristianismo Puro e Simples” e reagir dizendo “Como assim???” em algumas passagens do livro. Havia lido há muito tempo e não me lembrava de certas coisas. Ou pelo menos não me lembrava de ter discordado delas com tanta indignação.

Esse é um motivo legal para reler livros depois de tanto tempo. Nós mudamos de ideias, amadurecemos, conhecemos coisas diferentes e tudo isso torna a releitura uma nova leitura, na verdade.

Não quero tornar esse texto muito longo, então resolvi dividi-lo em duas partes. Essa, que seria uma apresentação do assunto e a segunda, em que vou falar sobre alguns pontos específicos do livro que me deixaram cheia de questões. Posso adiantar que como o título afirma, minha decepção com Lewis foi breve.

Para quem não conhece esse livro, nele Lewis faz uma apresentação do Cristianismo, como ele entende que seja essa religião. O autor apresenta os valores e as crenças básicas, a moral cristã e se arrisca até a falar um pouco sobre a Trindade. Originalmente, tudo o que está no livro – ou quase tudo – foi apresentado em programas de rádio. Depois foi publicado em três volumes separados, com alguns acréscimos ao que tinha sido dito no ar e, por fim, em um volume único, que é o “Mere Christianity” – em português publicado como “Cristianismo Puro e Simples”.

Não sei quantos conhecem a história de Lewis, mas vale dizer que ele foi ateu por muito tempo. Após se converter, tornou-se um dos principais intelectuais de sua época a fazer apologia ao Cristianismo. Segundo o autor, justamente por causa de sua própria história, ele quis apresentar a religião de maneira que não estivesse ligada a nenhuma igreja, ou corrente teológica e sim “prestar um serviço” aos seus “semelhantes incrédulos” de “explicar e defender a fé comum a praticamente todos os cristãos em todos os tempos”. São suas palavras no prefácio do livro. E daí que ele faz um exercício intelectual realmente interessante em apresentar a religião. É um livro que recomendo para cristãos e não cristãos interessados no tema. Mas ele pode causar alguns incômodos. No caso dos cristãos, por ser direto demais. No caso dos não cristãos por soar como um pouco arrogante, em certo sentido. Vou falar sobre isso no próximo texto, pois foi um dos meus probleminhas com Lewis…

Por isso convido vocês a lerem a segunda parte, na semana que vem. Nesse mesmo canal, não necessariamente no mesmo horário. Espero que não se decepcionem com C.S. Lewis só pelos comentários que vou fazer, mas que procurem ler esse e outros livros dele, que é um escritor magnífico.

Como o Mundo Te Vê?

Milhares de pessoas rodando todos os dias. Você já parou e tentou imaginar qual é a imagem que elas tem de você? Qual sua influência como Cristão no mundo? Será mesmo que as coisas lá fora estão tão boas como nos cultos que você frequenta todo final de semana?

Assista ao documentário “Como o Mundo Te Vê?” produzido por Ricardo Franzen.

Parte 1
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Parte 2
[youtube]http://youtu.be/C43GQlzmDaU[/youtube]