Para assistir a “Noé”

Na tentativa de agradar a todos, Darren Aronofsky parece ter gerado ódio em ateus, cristãos, muçulmanos e cinéfilos.

Por Ricardo Alexandre em seu blog no portal MSN.

noe2Dia desses apareceu no tradicional Kibeloco e grassou as redes sociais, um engraçadíssimo review do filme Noé (de Darren Aronofsky, com Russel Crowe no papel principal), daqueles sem muita informação, feito para te deixar na dúvida se é fake ou real, apresentado como “isso que acontece quando o responsável pelas sinopses dos filmes é ateu” (veja abaixo).

A blague só veio a se somar ao fogo cruzado entre ateus contra cristãos, cristãos contra muçulmanos, muçulmanos contra a produção do filme, produção do filme contra o papa Francisco etc. Noé estreia no Brasil nesta quinta-feira 03 de abril, e uma parte razoável da polêmica (alimentada, claro, pelo departamento de marketing da Paramount Pictures) poderia ser resolvida com um pouquinho de informação sobre a história bíblica e sobre a história da interpretação bíblica.

(A outra parte da polêmica vai de Crowe tentando chamar a atenção do papa pelo Twitter à censura em países islâmicos por causa da representação física de personagens ligados ao Alcorão. Essa você precisa de mais do que um artigo em um blog para explicar).

O mais curioso é que, na tentativa de atrair os que têm fé e os que curtem um cinema-catástrofe, Aronofsky parece estar desagradando todo mundo.

Os cristãos, em especial, começaram nas redes sociais uma campanha pelo boicote do que chamam de “o filme bíblico mais antibíblico já feito”. Um blogueiro muito influente no meio evangélico reclamou logo após a pré-estreia que Crowe representou um Noé “muito mais para um psicopata do que para um profeta”, cheio de dilemas e sem a certeza inabalável daqueles que ouvem uma orientação divina.

noeA “sinopse escrita por um ateu”: não são só os descrentes que reclamam do filme

Os cristãos acusam Aronofsky de ter tratado o dilúvio como um cataclisma meteorógico banal, sem a leitura punitiva da narrativa bíblica. Ontem à tarde recebi um longo email em inglês dizendo que o filme é uma interpretação pagã e cabalística do relato presente no Gênesis. Na verdade, teólogos do mundo inteiro estão advertindo pastores e líderes para que desestimulem seus liderados a assistirem ao filme.

Durante sua rápida passagem pelo Brasil, Crowe tentou minimizar a polêmica, dizendo que “a Bíblia não entra em detalhes que são importantes para o desenvolvimento de um filme”, e que essas lacunas teriam sido respeitosamente preenchidas pelos roteiristas.

Na Bíblia, a história de Noé faz parte do Gênesis, livro normalmente atribuído a Moisés que revela o princípio das coisas, e o Deus por trás dela. Se foi realmente escrito por Moisés, então provavelmente ele o fez ou durante o período em que os israelitas eram escravos no Egito, ou enquanto eles peregrinavam sem muito rumo pelo deserto. A teologia atribui dois significados principais ao Gênesis: cuidar para que os israelitas não descambassem para o animismo ou o paganismo (daí a narrativa da criação, que mostra que o deus sol, a chuva, a água etc., todos haviam sido criados pelo “Eterno”) e mostrar a longa e obstinada trajetória do homem para longe do Criador. A história de Noé, você sabe, mostra Deus “se arrependendo” de haver criado a raça humana, totalmente entregue ao mal, e decidiu destruir tudo, com exceção de Noé e sua família.

Bem, você pode ler os três ou quatro capítulos de Gênesis dedicados a Noé com o mesmo olhar histórico de quem lê, digamos, os livros de Laurentino Gomes. Mas pode ter uma leitura crítica da história, e ainda assim ser um cristão.

“Leitura crítica” é um olhar trazido à tona especialmente pelo liberalismo teológico que crescia no século 19. Segundo os liberais, as histórias da Bíblia seriam verdade verdadeira, mas não necessariamente o tipo de verdade encontrada nos livros de história geral. São verdades espirituais, representadas por meio de histórias arquetípicas que passavam de pais para filhos desde tempos imemoriais. Assim, a história da Adão e Eva, por exemplo, seria a maneira como os povos primitivos encontraram para explicar o plano belo e perfeito de Deus, desobediência ao Criador, e o milenar dilema humano de render-se a seus desejos mais imediatos ou submeter-se à vontade de Deus. Homens feito de barro, seis dias de 24 horas e serpentes falantes seriam símbolos de verdades espirituais, e não elementos da história do homem. Não que sejam mitos, mas que a leitura simbólica importa muito mais do que discutir se são mitos ou não.

Claro que isso cheirava a confusão. Cristãos mais ortodoxos diziam que a leitura crítica era mais fruto do modernismo do que do cristianismo. A polêmica chegou a tal ponto que em 1910, uma convenção da igreja presbiteriana americana discernir o que seria fundamental ao entendimento teológico, e o que seria, digamos, “negociável”. Concluíram que os milagres de Jesus, seu nascimento virginal, sua morte expiatória e ressurreição e autoridade das Escrituras eram esses fundamentos. Foi daí que surgiu o termo “fundamentalista”.

Ainda assim é possível ser fundamentalista, nos termos acima, e acreditar que a história do dilúvio é uma compreensão espiritual de um cataclisma natural. Há relatos de uma grande elevação dos oceanos no Gilgamesh, no Alcorão e nos livros de história natural. Os que têm fé enxergaram a mão invisível do “Eterno” por trás dela, e a registraram a partir do conhecimento de mundo que tinham há cinco ou seis mil anos – hoje, por exemplo, sabe-se que essa elevação cobriu parte do mundo, não o mundo todo, mas possivelmente todo o mundo conhecido de então.

Aronofsky pensou nisso tudo? Improvável. Seus consultores teológicos tentaram chegar a uma leitura crítica dirigidos mais pela mão invisível do mercado do que a do Deus de Moisés? Eu arriscaria dizer que sim. O filme pode ser uma bomba independentemente das questões religiosas? Tenho ouvido testemunhas garantindo isso.

Seja como for, a mensagem é essa: vá conferir Noé movido pela fé no cinema.Depois compartilhe suas impressões na área de comentários.

Switchfoot em trilha sonora do filme nacional A Grande Vitória

caio_castroA Grande Vitória conta a história de Max Trombini, um garoto que teve uma infância humilde e conturbada que será vivido em sua fase adulta pelo polêmico e muito badalado Caio Castro. Abandonado pelo pai (Domingos Montagner), o menino foi criado pela mãe (Suzana Pires) e pelo avô (Moacyr Franco), que morreu quando tinha 11 anos.

Revoltado, Max passou a se envolver em diversas confusões em sua cidade natal, Ubatuba. Foi através do aprendizado das artes marciais, em especial o judô, que ele conseguiu se estabelecer emocionalmente e construir uma carreira que fez com que se tornasse um dos principais técnicos do esporte no Brasil.

No trailer que começou a pipocar nas redes sociais, a canção When We Come Alive da banda Switchfoot chama a atenção e ajuda a apresentar a história de forma dramática, sem deixar de lado o clima de redenção que a música propõe. A faixa está inclusa no novo álbum da banda Fading West, lançado recentemente.

Além de Moacyr Franco, Suzana Pires, Domingos Montagner e Caio Castro no papel principal, o filme conta com a participação de Sabrina Sato, Tato Gabus Mendes,  Felipe Folgosi, Tuna Dwek e Carlos Massa.

O filme baseado na história de Max Trombini, contada na autobiografia Aprendiz de Samurai, tem a direção de Stefano Capuzzi e será lançado dia 8 de maio nos cinemas.

Assista ao trailer e ouça a música.

Trailer:

Música:

#Pipocando – Gravidade

GravityAlfonso Cuarón é um diretor que prima pela qualidade sobre a quantidade. Em quase 20 anos de carreira cinematográfica, ele tem apenas 6 longas em sua filmografia (e um segmento em “Paris, Eu Te Amo”), onde “E Sua Mãe Também”, “Harry Potter E O Prisioneiro de Azkaban” e, principalmente, o seu último filme, “Filhos da Esperança”, se destacam. Sete anos depois de “Filhos”, o diretor mexicano reaparece com a que pode ser a obra prima de sua carreira.

“Gravity”, no original, conta a história de Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalsky (George Clooney), dois astronautas que, ao fazerem uma operação de rotina fora da nave, são surpreendidos por uma chuva de lixo espacial que destrói a nave e os deixa à deriva no espaço ligados apenas um ao outro por um cabo. Correndo contra o tempo, os dois terão que fazer de tudo para conseguir chegar à outra estação espacial e conseguir se salvar.

Eu nunca estive e, provavelmente, nunca irei ao Espaço, mas o que experimentei durante os 90 minutos de projeção de “Gravidade” deve ser a coisa mais próxima da experiência que é estar a centenas de quilômetros acima da Terra. O filme é de um primor técnico impressionante. A edição e mixagem de som, combinados com a fotografia de Emmanuel Lubezksi (“Árvore da Vida”) imergem o espectador nesse “mundo” escuro e sem som. O design de produção recria o interior das naves e estações espaciais com detalhes impressionantes.

Gravity - Bullock and Clooney (cut)Esses elementos ainda são somados à câmera de Cuarón, que, num lugar onde é impossível a vida, parece viva ao passear pelo espaço, como numa bela dança, enquanto nos mostra a imensidão de um lugar tão hostil.
Em “Filhos da Esperança”, já pudemos ver o apreço que o diretor tem por longos takes e planos-sequência, com dois planos de tirar o fôlego — um passado todo dentro de um carro e o outro seguindo o protagonista interpretado por Clive Owen em meio a uma revolta de rebeldes. Em seu novo trabalho, Cuarón mais uma vez cria com maestria planos que duram minutos, sejam apresentando os personagens, no início do filme, ou os seguindo em seus momentos de tensão.

É muito bonito, também, a forma como o diretor utiliza por várias vezes a câmera subjetiva, se aproximando do capacete do personagem, “entrando” pelo vidro e, enfim, assumindo o seu olhar. Outras vezes, querendo mostrar o que os personagens veem e suas reações, Cuarón usa um primeiríssimo plano, inteligentemente focando nos seus rostos e, pelo reflexo do vidro do capacete, exibindo o que acontece.

GRAVITYEssa subjetividade é importantíssima para nos fazer entrar na mente do personagem e sentir na pele o que ele passa. Porém, isso não teria efeito se não fosse o roteiro escrito pelo próprio Cuarón e seu filho, Jonas, a precisa montagem e as atuações maravilhosas de George Clooney e, principalmente, Sandra Bullock. Seis meses foi o tempo que sua personagem passou em treinamento para a missão no espaço e foi também o tempo que Bullock levou se preparando fisicamente para o papel, enquanto estudava cada detalhe do roteiro e de sua atuação junto com o diretor. O resultado é uma das melhores atuações do ano.

Dentro do limite de tempo, os dois personagens principais são bem desenvolvidos. Matt Kowaski é um astronauta prestes a se aposentar, boa pinta e bem humorado, que ajuda a aliviar a tensão em alguns momentos. Ryan Stone é uma médica em sua primeira missão espacial. Logo sabemos que ela recentemente sofreu uma tragédia pessoal e entendemos o motivo (ou um deles) que a levou a ir trabalhar no espaço. Apesar de continuar com seus deveres, depois do trauma ela para de viver. Esse elemento do seu passado a faz ficar a vontade com o silêncio oferecido pelo espaço.

[Desse ponto em diante, haverão spoilers sobre momentos-chave da trama do filme]

Gravity - GestaçãojpgA partir desse momento, o verdadeiro significado do filme começa a se desenhar e podemos aos poucos perceber do que a história contada se trata. Já não estamos mais assistindo a um filme sobre uma astronauta em perigo, e sim, estamos testemunhando o renascer de uma pessoa. Isso é muito bem ilustrado com o belíssimo plano em que Stone, após conseguir entrar na estação russa e tirar seu equipamento, é enquadrada flutuando por alguns segundos em posição fetal enquanto descansa, remetendo a um bebê no útero.

Uma vez que o sentido principal é entendido, o filme deixa de ser apenas uma obra bonita, para se tornar algo intenso, uma experiência autêntica. Não há nada mais lindo do que o renascimento da vida numa pessoa — a vida como um sentimento, e não como um período de tempo. Interiormente, Ryan morre junto com sua filha. Não havendo mais pelo que viver, ainda na Terra, ela vivia o resto dos seus dias dirigindo, sem rumo, pois era assim que ela se sentia. Todavia, quando ela olha nos olhos da morte, várias vezes (sim, os obstáculos do filme parecem ser um pouco excessivos), ela descobre uma força que nunca imaginou ter. Se revela, então, um do maiores conceitos do filme: do ambiente mais estéril conhecido, nasce uma vida.

Gravity - Ryan na CabineMas Cuarón não para por aí. A última sequência, além de reafirmar a ideia do renascimento com Ryan “reaprendendo” a andar — no espaço, ela estava em gestação, como o plano já citado apresentou, enquanto seu nascimento se deu com sua chegada à Terra —, guarda um significado ainda mais profundo. Depois de quase se afogar, a personagem nada em direção a superfície, mas, alguns segundos antes disso, uma rã é vista também emergindo. A rã, que, como todos sabem, é o estado evoluído do girino após sofrer metamorfose, é inteligentemente posta nessa sequência em particular para indicar que Ryan evoluiu. Ela é um novo ser. E não só isso. Notem como a personagem, da água, vai lentamente se arrastando até a margem, até conseguir se levantar — como a vida terrestre teve início. A câmera ainda a enquadra de baixo para cima, a fazendo ficar maior e apontando sua mudança. Nesses segundos o diretor recria, ou melhor, personifica os milhões de anos de evolução na figura de Ryan Stone.

Por ser um filme quase todo passado no espaço e com muitas metáforas, comparações com o clássico “2001 – Uma Odisseia no Espaço” já foram feitas. Mas os dois diferem muito entre si. A obra de Stanley Kubrick se encaixa muito mais no gênero ficção científica que a de Cuarón, que pode ser classificado como um suspense dramático. Enquanto “2001” aborda a evolução numa maneira muito mais extensa (e ainda influenciada por terceiros), “Gravidade” é um filme muito mais pessoal, onde a evolução é intrínseca.

Gravity - Evolução (Cut)Com seu novo trabalho, Cuarón mostra que, para um filme ser genial, não precisa ter uma trama complicada. Mesmo quem não conseguir ler nas entrelinhas, poderá gostar do longa por sua simples história de superação da personagem de Sandra Bullock ante uma catástrofe e vários empecilhos. Algo muito diferente do próprio “2001”, que é um filme tão comprometido com sua mitologia que não permite ao espectador que não entender a trama curtir o filme.

Há muito tempo eu não saía do cinema tão satisfeito. “Gravidade” vai muito mais além do “filme-catástrofe” — é um belo conto sobre renascimento e, mais que isso, evolução. Os méritos da obra vão muito além dos aspectos técnicos. A produção beira a perfeição, graças especialmente ao roteiro dos Cuarón e a atuação iluminada de Sandra Bullock. A metáfora do renascimento de Ryan Stone como uma pessoa evoluída é linda e muito bem apresentada. O filme, sem dúvida, já é um dos melhores do ano e será lembrado por muito tempo.

“It’s time to stop driving. It’s time to go home.”

Como o Mundo Te Vê?

Milhares de pessoas rodando todos os dias. Você já parou e tentou imaginar qual é a imagem que elas tem de você? Qual sua influência como Cristão no mundo? Será mesmo que as coisas lá fora estão tão boas como nos cultos que você frequenta todo final de semana?

Assista ao documentário “Como o Mundo Te Vê?” produzido por Ricardo Franzen.

Parte 1
[youtube]http://youtu.be/T4AebDHBB28[/youtube]

Parte 2
[youtube]http://youtu.be/C43GQlzmDaU[/youtube]

Ordinary Love

Untitled-3Que U2 é uma banda que dispensa apresentações, todos já sabem. Que arrebata fãs de diversas gerações pelo mundo inteiro, também. Ao longo dos anos, eles criaram e consolidaram uma carreira admirável, com música de qualidade, letras inteligentes e, paralelo a isso, um engajamento social que faz com que algumas pessoas os admirem ainda mais. Devo confessar já em minha primeira participação no Underdot (até porque falar sobre a banda será recorrente) que sou uma dessas pessoas. Nem me esforço para tentar uma abordagem imparcial e distanciada. Minha interpretação e opinião sobre U2 e suas produções são sinceramente apaixonadas. Desculpem-me os que não se sentem à vontade com isso.

É com toda essa paixão que esperava ansiosamente pela nova música que, como todos os fãs, já imaginava que seria lançada esse ano. Com os boatos e vagas declarações dos integrantes da banda sobre o novo disco, esperava-se que ao menos um trabalho fosse apresentado ainda este ano (2013). Apenas não sabíamos quando, ou como seria, ou se realmente seria uma música do novo disco. Até que foi anunciado que os assinantes do site oficial, como sempre com alguns privilégios, teriam acesso a uma música feita para o filme Mandela, que será lançado este mês nos Estados Unidos. A música foi apresentada no trailer oficial do filme e, alguns dias depois, na íntegra em um vídeo divulgado pela própria banda. Para quem ainda não ouviu, é possível fazer isso aqui.

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=XC3ahd6Di3M[/youtube]

 

 

mandelaOrdinary Love não poderia combinar melhor com a proposta do filme, de contar a história de um líder que acreditou que poderia mudar as coisas e, de fato, assim o fez. Creio que o engajamento da banda e, especialmente, do Bono com questões sociais foi uma fonte de inspiração para escrever essa letra. Uma mensagem simples, mas ao mesmo tempo tão complicada: “nós não podemos chegar mais alto, se não lidarmos com o amor comum”. Comum no sentido de “cotidiano”, “básico”, “ordinário”, como algo que deve ser praticado e incentivado todos os dias, em todas as atitudes. Parece clichê e talvez seja, mas carrega consigo uma imensa dificuldade. Já sabemos disso. “Amar ao próximo como a si mesmo” nunca foi muito fácil, não é?

Mais do que uma mensagem de força e revolução, como muitos admiradores do líder Mandela talvez esperassem (afinal, ele foi um dos maiores revolucionários de nossos tempos), Ordinary Love traz uma mensagem sobre a fonte de onde provém tudo isso, essa motivação para não “lutar mais contra o outro e, sim, pelo outro”. Me parece sensacional se deparar com algo, teoricamente, evidente. E, na verdade, esse é um dos motivos pelos quais tenho grande admiração pelo U2. Algumas de suas músicas trazem mensagens um tanto quanto complexas, bastante subjetivas. Porém, grande parte traz essa complexidade justamente na simplicidade, por mais contraditório que isso pareça. Trata-se de falar sobre algo que, teoricamente, todos sabemos e se alguém nos diz, respondemos: “Isso não é óbvio?”. Entretanto, se paramos para pensar pela segunda vez, não vai parecer assim tão evidente.
U2 continua me encantando e surpreendendo. Não foi perda de tempo esperar por essa música, como tenho certeza de que não está sendo perda de tempo esperar pelo novo disco que chega em 2014. Até lá, aguardaremos o lançamento do filme no Brasil, em que poderemos ver a música em um contexto. O que, possivelmente, fará dela (e por que não do filme?) algo muito melhor.

#Pipocando – Principais Estreias da Semana (18/10)

Os Suspeitos (Prisoners)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=f-BHQEAppvE[/youtube]

Depois que sua filha  de seis anos de idade e uma amiga dela são sequestradas, Keller Dove, um carpinteiro de Boston, enfrenta o departamento de polícia para fazer justiça sozinho.
No elenco desse suspense elogiadíssimo pela crítica, Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Maria Bello, Terrence Howard, Viola Davis, Paul Dano e Melissa Leo.

Kick-Ass 2

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=69qm6faQfZw[/youtube]

A continuação da comédia de ação de 2010 tem dividido opiniões, e está longe de ser tão popular como o original. Na trama da sequência, Kick-Ass se junta a um grupo de pessoas comuns que combatem o crime como super-heróis. Já seu inimigo, Red Mist (que agora mudou seu nome para The Motherfucker), planeja uma vingança que afetará a todos, enquanto Hit-Girl tenta viver a vida de uma adolescente normal.
Aaron Taylor-Johnson, Chloe Grace Moretz, Christopher Mintz-Plasse e outros atores do primeiro filme, voltam. O elenco ainda tem adições de peso como Jim Carrey, John Leguizamo

Serra Pelada

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=COXDie8fMSk[/youtube]

Em 1980, os amigos Juliano e Joaquim ficam empolgados ao tomar conhecimento de Serra Pelada, o maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. Eles deixam São Paulo e partem para o local sonhando com a riqueza. Só que, pouco após chegarem, tudo muda na vida deles: Juliano se torna um gângster, enquanto que Joaquim deixa para trás os valores que sempre prezou.
No elenco, Wagner Moura, Juliano Cazarré, Julio Andrade, Sophie Charlotte e Matheus Nachtergaele.

Diana

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JoH2-fSgbSE[/youtube]

A cinebiografia foca nos últimos dois anos da vida da Princesa Diana.
Naomi Watts é a protagonista do filme que ainda tem Naveen Andrews, Douglas Hodge, Geraldine James, Jonathan Kerrigan, Lawrence Belcher e outros.

Conexão Perigosa (Paranoia)

[youtube]http://youtu.be/ahETygBhtks[/youtube]

Um jovem é forçado a infiltrar-se em uma empresa rival para roubar informações de um projeto ultrassecreto.
No elenco, Harrison Ford, Gary Oldman, Liam Hemsworth, Lucas Till, Amber Heard, Josh Holloway, Richard Dreyfuss, entre outros.

#Pipocando – Principais Estreias da Semana (11/10)

Fim de semana BEM agitado nos cinemas brasileiros! Vamos aos lançamentos:

Gravidade (Gravity)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=kC3rHl_US4Q[/youtube]

Um dos filmes mais esperados do segundo semestre, o novo longa do diretor Alfonso Cuarón (“Filhos Da Esperança”) conta a história de Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalsky (George Clooney), dois astronautas que ao terem que fazer uma operação de rotina fora da nave, sofrem um acidente que destrói a nave e os deixa à deriva no espaço ligados apenas um no outro por um cabo.

Rota de Fuga (Escape Plan)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=jgrFJkHGwDA[/youtube]

Depois do divertidíssimo “Os Mercenários 2“, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger voltam a atuar juntos nesse suspense de ação. Ray Breslin, uma autoridade mundial em construções de segurança máxima, especializado em projetar prisões à prova de fuga, tem suas habilidades postas em xeque dentro da penitenciária mais tecnológica já criada.
Além de Stallone e Schwarzenegger, também estão no elenco Jim Caviezel, 50 Cent, Amy Ryan, Sam Neil e outros.

É o Fim (This Is The End)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=IeBx6Nwes4k[/youtube]

Durante uma festa na casa de James Franco, Seth Rogen, Jay Baruchel, Jonah Hill e outros atores enfrentam o apocalipse.
O elenco conta com vários atores interpretando eles mesmos como Seth Rogen, Jonah Hill, James Franco, Jay Baruchel, Jason Segel, Craig Robinson, Paul Rudd, Michael Cera,Rihanna, David Krumholtz, Mindy Kaling, Aziz Ansari, Danny McBride, Emma Watson, Kevin Hart, Martin Starr.

Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses (Dragon Ball Z: Battle of Gods)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HQP2lGuM55g[/youtube]

O filme se passa muitos anos depois da batalha contra Majin Boo. O deus da destruição Bils, que mantém o equilíbrio do universo inteiro, desperta de um longo sono, disposto a enfrentar o saiyajin que derrotou Freeza, Goku.

Riddick 3 (Riddick)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=WA1YP_xipw8[/youtube]

Terceira capítulo da saga de Riddick, iniciada em “Eclipse Mortal”. Traído pela sua própria raça e deixado para morrer em um planeta desolado, Riddick luta para sobreviver em um ambiente hostil repleto de predadores alienígenas e caçadores de recompensas.
Vin Diesel volta a encarnar o personagem título. O filme ainda conta com Karl Urban, Dave Bautista, Katee Sackhoff e outros.

Silent Hill: Revelação (Silent Hill: Revelation 3D)

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=9YewufOlYv0[/youtube]

Sequência do ótimo “Terror Em Silent Hill”, de 2006. Heather Mason e seu pai estão há anos na estrada, fugindo apenas alguns passos à frente das perigosas forças do mal que ela não entende. Agora, às vésperas do seu 18º aniversário, ainda atormentada por pesadelos e o desaparecimento de seu pai, Heather começa a duvidar de sua própria identidade. Uma revelação a leva a se embrenhar pelo mundo demoníaco que ameaça aprisioná-la para sempre em Silent Hill.
Adelaide Clemens, Sean Bean, Kit Harrington, Carrie-Anne Moss e Malcolm McDowell estão no elenco.

Comentei sobre o filme ainda no início do ano: http://isduarte.blogspot.com.br/2013/02/curta-silent-hill-revelation-grave.html